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	<title>avá &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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		<title>Itaipu adquire nova área para reassentar indígenas Avá-Guarani no Paraná</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 03:01:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um movimento significativo para a reparação histórica e o reassentamento de comunidades indígenas, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com recursos da Itaipu Binacional, adquiriram uma nova propriedade destinada à comunidade Avá-Guarani. Localizada entre São José das Palmeiras e Santa Helena, a aproximadamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um movimento significativo para a reparação histórica e o reassentamento de comunidades indígenas, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com recursos da Itaipu Binacional, adquiriram uma nova propriedade destinada à comunidade Avá-Guarani. Localizada entre São José das Palmeiras e Santa Helena, a aproximadamente 120 quilômetros de Foz do Iguaçu, na região Oeste do Paraná, a Fazenda América – que será rebatizada como Tekoha Pyahu – representa um marco na busca por condições de vida dignas para essas famílias. A aquisição faz parte de um acordo abrangente para mitigar os impactos históricos causados pela construção da usina hidrelétrica, assegurando a territorialização e o desenvolvimento sustentável da etnia Avá-Guarani na região da Tríplice Fronteira.</p>
<p> Um novo lar para a comunidade Avá-Guarani</p>
<p>A recente aquisição de uma propriedade de 107 hectares, anteriormente conhecida como Fazenda América, marca um passo fundamental no processo de reassentamento e reparação para 27 famílias Avá-Guarani, totalizando cerca de 90 pessoas. Essas famílias, que atualmente residem em um terreno precário de apenas 9 hectares na faixa de proteção do reservatório da usina, serão transferidas para a nova área, que é dez vezes maior. A mudança, esperada para ocorrer em até dois meses, promete transformar radicalmente as condições de vida da comunidade, que passará a chamar a nova propriedade de Tekoha Pyahu.</p>
<p> Tekoha Pyahu: Dez vezes mais espaço e dignidade</p>
<p>A transição para Tekoha Pyahu representa não apenas um aumento substancial de espaço, mas também a perspectiva de um futuro com maior dignidade e acesso a direitos básicos. A área atual, confinada e em situação de vulnerabilidade ambiental, será trocada por um território mais amplo e adequado para o desenvolvimento social e cultural da comunidade. Este novo lar permitirá a construção de infraestruturas essenciais e o estabelecimento de um ambiente propício para o crescimento das novas gerações, longe das restrições e da precariedade que enfrentam hoje.</p>
<p> A voz do cacique: Esperança e reparação</p>
<p>O cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu, expressou a grande expectativa e a importância da mudança para sua comunidade. &#8220;A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá&#8221;, afirmou. Para o cacique, o processo de reparação de danos conduzido é o &#8220;mínimo que se pode fazer para os Avá-Guarani&#8221;, destacando a dimensão histórica da dívida para com seu povo e a esperança de um futuro mais justo e próspero.</p>
<p> Reparação histórica e o acordo com o STF</p>
<p>A compra de terras é uma medida central de um acordo histórico firmado entre as comunidades indígenas, o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo primordial deste pacto é assegurar a reparação histórica pelas graves violações de direitos humanos sofridas pelos Avá-Guarani devido à construção da Usina de Itaipu.</p>
<p> As raízes da violação: A construção da usina e o impacto Avá-Guarani</p>
<p>Na década de 1970, durante o período da ditadura militar no Brasil, a construção da Usina de Itaipu e a consequente formação de seu reservatório, através do represamento do rio Paraná, impactaram severamente a etnia Avá-Guarani. Suas terras tradicionais foram alagadas, forçando o deslocamento de muitas famílias e resultando na perda de seus territórios ancestrais e de seu modo de vida. Essa violação de direitos humanos e territoriais fundamentais culminou na necessidade de um programa robusto de reparação, que agora se materializa com a aquisição de novas terras.</p>
<p> Detalhes do acordo: Medidas, investimentos e parceiros</p>
<p>O acordo estabelece um compromisso de destinar aos indígenas pelo menos 3 mil hectares de terra. Estas áreas serão adquiridas pela Itaipu Binacional, com um custo inicial previsto de R$ 240 milhões. O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, enfatizou a importância da iniciativa: &#8220;Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população&#8221;. Ele também ressaltou que a solução foi construída de forma colaborativa, envolvendo instituições parceiras e as próprias comunidades afetadas, garantindo que as ações atendam às necessidades e expectativas dos Avá-Guarani.</p>
<p> Compromissos ampliados: Meio ambiente, serviços e cultura</p>
<p>Além da aquisição de terras, o acordo homologado pelo STF detalha uma série de compromissos adicionais por parte da Itaipu Binacional. Estes incluem a implementação de ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas, garantindo a sustentabilidade e a recuperação de ecossistemas locais. A empresa também se comprometeu a financiar serviços essenciais, visando a melhoria da qualidade de vida das comunidades reassentadas.</p>
<p> Infraestrutura e restauração ambiental</p>
<p>Entre os serviços financiados, destacam-se o fornecimento de água potável, energia elétrica, saneamento básico, acesso à saúde e educação. Essas infraestruturas são cruciais para o desenvolvimento e o bem-estar das famílias Avá-Guarani, garantindo que as novas terras não sejam apenas um espaço para moradia, mas um ambiente completo para a vida comunitária. A Funai, por sua vez, será responsável pelo procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo das terras às comunidades indígenas, assegurando seus direitos territoriais de forma duradoura. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por rigorosas análises fundiárias e técnicas realizadas pela Funai e pelo Incra para garantir a adequação das áreas.</p>
<p> Fortalecimento cultural e assistência técnica</p>
<p>Paralelamente à aquisição de terras e à provisão de infraestrutura, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá-Guarani. Por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, são desenvolvidas ações de assistência técnica em agroecologia, visando a autonomia produtiva e a sustentabilidade, e de educação antirracista. Essas iniciativas demonstram um compromisso mais amplo com a preservação e valorização da identidade indígena, além da reparação material.</p>
<p> Balanço e metas do programa de aquisição de terras</p>
<p>Até o momento, o programa de aquisição de terras para as comunidades indígenas afetadas pela construção da usina já totalizou um investimento de R$ 84,7 milhões. Esse valor inclui a aquisição da Fazenda América, que teve um custo de R$ 17,6 milhões.</p>
<p> Investimento atual e propriedades adquiridas</p>
<p>Além da recém-adquirida Fazenda América (Tekoha Pyahu), outras propriedades já foram incorporadas ao programa. Entre elas estão a Fazenda Brilhante, com 215 hectares em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que somam 68 famílias. A Fazenda Amorim, de 209 hectares em Missal, está destinada a 36 famílias que atualmente ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu. Também foram adquiridos parte do Haras Mantovani, de 68 hectares em Terra Roxa, e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, localizada em Foz do Iguaçu. A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o que equivale a mais de 700 campos de futebol padrão FIFA.</p>
<p> A meta dos 3 mil hectares</p>
<p>O compromisso de Itaipu e das instituições parceiras é ambicioso, visando alcançar a meta de 3 mil hectares de terras destinadas aos Avá-Guarani. O investimento total previsto para a concretização desse objetivo é de R$ 240 milhões. Este balanço reflete o progresso contínuo e o compromisso em garantir a reparação territorial plena para as comunidades indígenas impactadas pela Usina de Itaipu, proporcionando-lhes não apenas um lugar para viver, mas um território para reconstruir e prosperar, mantendo suas tradições e cultura.</p>
<p> Conclusão</p>
<p>A aquisição da Fazenda América e seu renomeio como Tekoha Pyahu representa um passo fundamental no complexo e essencial processo de reparação histórica para a etnia Avá-Guarani no Oeste do Paraná. Este esforço coletivo, liderado pela Itaipu Binacional em colaboração com Funai, Incra e outras instituições, simboliza o reconhecimento de uma dívida histórica e o compromisso com a dignidade e o bem-estar dessas comunidades. Ao expandir o acesso à terra e garantir investimentos em infraestrutura, cultura e sustentabilidade, o programa visa não apenas corrigir erros do passado, mas também construir um futuro mais justo e promissor, onde os direitos territoriais e culturais dos povos indígenas sejam plenamente respeitados e promovidos.</p>
<p> Perguntas frequentes</p>
<p>Qual é o principal objetivo da aquisição de terras pela Itaipu?<br />
O principal objetivo é realizar a reparação histórica pelas violações de direitos humanos e territoriais sofridas pela etnia Avá-Guarani durante a construção da Usina de Itaipu, reassentando as famílias em áreas adequadas e seguras.</p>
<p>Qual comunidade indígena se beneficia desta recente aquisição?<br />
A comunidade indígena Avá-Guarani, especificamente 27 famílias (cerca de 90 pessoas) da aldeia Pyahu, é a beneficiária direta desta aquisição, que resultará na criação do Tekoha Pyahu.</p>
<p>Qual evento histórico levou à necessidade desta reparação?<br />
A necessidade de reparação surgiu após o alagamento das terras tradicionais dos Avá-Guarani na década de 1970, provocado pela formação do reservatório da Usina de Itaipu, que os deslocou e causou a perda de seus territórios ancestrais.</p>
<p>Qual é o investimento total planejado para a aquisição de terras?<br />
O investimento total previsto pela Itaipu Binacional para adquirir pelo menos 3 mil hectares de terra para as comunidades Avá-Guarani é de R$ 240 milhões.</p>
<p>Explore mais sobre os direitos indígenas e as iniciativas de sustentabilidade que promovem a dignidade e a reparação histórica no Brasil.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p>
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