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	<title>bolívia &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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		<title>A Bolívia enfrenta onda de bloqueios e marchas em La Paz</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2026 09:30:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Bolívia mergulha em uma nova espiral de instabilidade política e social, com protestos massivos se espalhando por diversas regiões e pressionando o governo do presidente Rodrigo Paz, empossado há apenas seis meses. Nesta segunda-feira (18), o país andino amanheceu com um impressionante número de 23 bloqueios em suas rodovias, um levantamento que ilustra a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Bolívia mergulha em uma nova espiral de instabilidade política e social, com protestos massivos se espalhando por diversas regiões e pressionando o governo do presidente Rodrigo Paz, empossado há apenas seis meses. Nesta segunda-feira (18), o país andino amanheceu com um impressionante número de 23 bloqueios em suas rodovias, um levantamento que ilustra a profundidade da crise. A capital administrativa, La Paz, tornou-se o epicentro da insatisfação, concentrando a maioria desses bloqueios e sendo o destino final de marchas que prometem convergir para o centro da cidade, onde se localiza a sede do governo. A mobilização, que começou com reivindicações pontuais, transformou-se em uma revolta popular abrangente, exigindo a renúncia do mandatário e contestando as recentes políticas governamentais que, segundo os manifestantes, prejudicam vastos setores da sociedade boliviana. A escalada da tensão preocupa observadores nacionais e internacionais, com o espectro da violência pairando sobre o cenário político.</p>
<p> Escalada da crise e impacto social</p>
<p>A Bolívia vive momentos de alta tensão, com uma onda de protestos que se intensifica a cada dia, gerando profundas repercussões sociais e econômicas. O descontentamento popular se manifesta em múltiplas frentes, evidenciando uma polarização crescente entre o governo e amplos setores da sociedade civil.</p>
<p> Bloqueios e escassez generalizada</p>
<p>A rede rodoviária boliviana foi severamente afetada pela série de bloqueios, totalizando 23 interrupções registradas. A área metropolitana de La Paz, crucial para a logística do país, concentra 13 dessas obstruções, paralisando o fluxo de veículos e mercadorias. Além da capital, importantes vias que ligam cidades como Oruro, Potosí, Santa Cruz e Cochabamba também foram alvo dos manifestantes, isolando regiões e impactando a economia local. Essa interrupção na circulação tem gerado consequências imediatas e alarmantes: a escassez de alimentos, combustíveis e outros insumos básicos já é perceptível nos mercados da capital, elevando preços e causando preocupação entre a população. A expectativa é que grupos de manifestantes, concentrados nos arredores de La Paz, desçam em marcha para o centro da cidade ao longo do dia, intensificando a pressão sobre o Palácio Quemado e as autoridades governamentais. A persistência dos bloqueios sinaliza a determinação dos grupos de protesto em manter suas reivindicações até que sejam atendidas.</p>
<p> Repressão e denúncias de violência</p>
<p>O ambiente de protesto tem sido marcado por episódios de confronto e denúncias de repressão. Durante o último final de semana, a polícia interveio em diversas manifestações na cidade de El Alto, na região metropolitana de La Paz. Os embates resultaram em 47 prisões e cinco pessoas feridas, conforme relatório da Defensoria Pública da Bolívia. Contudo, as acusações de violência vão além: grupos campesinos denunciaram o assassinato de, pelo menos, dois manifestantes em El Alto, aumentando a indignação e o clamor por justiça. Pedro Callisaya, defensor público, também trouxe à tona relatos de ataques e obstrução ao trabalho da imprensa, além de confrontos pontuais entre manifestantes e moradores em alguns dos pontos de bloqueio, ilustrando a complexidade e a volatilidade da situação. A violência, em suas diversas formas, tem sido uma característica preocupante da atual onda de mobilizações, intensificando o clima de insegurança e instabilidade.</p>
<p> As raízes da revolta popular</p>
<p>A onda de protestos na Bolívia não é um fenômeno isolado, mas o ápice de um crescente descontentamento popular que vem se gestando desde o início do atual governo. A revolta, que agora abrange camponeses, indígenas, mineiros, professores e outros setores sociais, possui raízes profundas em decisões políticas recentes e em um histórico de tensões socioeconômicas.</p>
<p> Medidas governamentais controversas</p>
<p>O presidente Rodrigo Paz assumiu o poder em dezembro de 2025, após quase duas décadas de hegemonia da esquerda, com a promessa de uma nova direção para o país. No entanto, seus primeiros seis meses de mandato foram marcados por decisões que rapidamente acenderam o pavio da insatisfação. A primeira grande fagulha foi o decreto que retirava o subsídio à gasolina, medida que impactou diretamente o custo de vida de grande parte da população e gerou os primeiros focos de protesto. A situação escalou dramaticamente com a promulgação de uma lei sobre terras. Esta legislação foi duramente criticada por camponeses e indígenas, que a interpretaram como um ataque aos pequenos agricultores em favor dos grandes empresários do agronegócio. Embora o governo tenha argumentado que a lei visava fortalecer a agricultura do país em meio a uma grave crise econômica, a pressão popular foi tão intensa que Rodrigo Paz se viu obrigado a revogá-la na semana passada. Contudo, a revogação não apaziguou os ânimos; ao contrário, os protestos ganharam novas adesões, demonstrando que a insatisfação transcende uma única medida e reflete um descontentamento mais amplo com a gestão governamental.</p>
<p> Visões opostas sobre a crise</p>
<p>A polarização na Bolívia se manifesta também nas diferentes narrativas sobre os eventos. De um lado, a Confederação Nacional de Mulheres “Bartolina Sisa”, uma das mais influentes organizações camponesas, emitiu uma forte nota convocando todas as organizações locais a se unirem às marchas e bloqueios. A entidade denunciou a repressão governamental aos protestos, contradizendo a postura de diálogo que o governo afirma ter, e exigiu a renúncia do presidente Paz, alegando que ele perdeu as condições de governar o país. Em seu comunicado, a confederação acusou o governo de intervir &#8220;de forma violenta e criminosa&#8221;, resultando em mortos, feridos e detidos, atribuindo a culpa à brutalidade da polícia e do Exército. Alegou ainda que o governo &#8220;somente trabalha para um setor privilegiado, esquecendo-se das maiorias&#8221; e que suas leis e decretos &#8220;inconstitucionais&#8221; visam expropriar terras para entregar a latifundiários.</p>
<p>Por outro lado, o governo boliviano contra-ataca, acusando os movimentos populares de recorrerem à violência, incluindo o uso de armas de fogo e dinamites, nas mobilizações. Foram divulgadas imagens de um suposto vídeo do grupo campesino Ponchos Vermelhos, mostrando indivíduos com espingardas em uma rodovia, entoando gritos de &#8220;não temos medo&#8221; e &#8220;vamos defender a pátria&#8221;. José Luis Gálvez, porta-voz da Presidência, apontou grupos ligados ao ex-presidente Evo Morales como incitadores da violência. Gálvez advertiu que &#8220;todos esses indivíduos que estão promovendo a violência, e qualquer pessoa que possua ou porte qualquer arma, dinamite ou qualquer coisa que possa ferir outra pessoa, será presa&#8221;.</p>
<p>O ex-presidente Evo Morales, por sua vez, rejeitou as acusações, afirmando que os protestos são uma manifestação legítima do povo boliviano, e não uma orquestração sua. Ele criticou veementemente o governo por usar as Forças Armadas para reprimir a população e por criminalizar as marchas. Morales denunciou que o governo estaria acusando os manifestantes de &#8220;conspiração, terrorismo e tráfico de drogas&#8221;, e classificou os acusadores como &#8220;eternos golpistas, assassinos em massa, traidores e executores da Operação Condor&#8221;, que teriam a audácia de clamar que a democracia está em risco.</p>
<p>A Central Operária Boliviana (COB), a principal central sindical do país, também se manifestou, denunciando a prisão de lideranças e conclamando a população a manter-se nas ruas. Mario Argollo, secretário-executivo da COB, afirmou que &#8220;não nos vão curvar na luta que travamos; estão querendo nos calar como liderança com ações populares e processos penais&#8221;, indicando uma firmeza na continuidade da mobilização.</p>
<p> Um futuro incerto para a Bolívia</p>
<p>A Bolívia se encontra em uma encruzilhada crítica, com a persistência dos protestos e a crescente polarização entre o governo e diversos setores sociais. A demanda pela renúncia do presidente Rodrigo Paz, que ecoa em diversas cidades e rodovias, revela a profundidade do descontentamento popular. As medidas governamentais, como a revogação do subsídio à gasolina e a polêmica lei de terras (posteriormente revogada), serviram de catalisadores para uma revolta que transcende questões pontuais, abrangendo amplas camadas da sociedade boliviana, incluindo camponeses, indígenas, mineiros e professores. A situação é agravada pelas denúncias de violência e repressão, que incluem prisões, feridos e alegados falecimentos, elevando o custo humano dos confrontos. A retórica endurecida de ambos os lados, com acusações de incitação à violência por parte do governo e denúncias de criminalização dos movimentos sociais por parte da oposição, dificulta qualquer perspectiva de diálogo construtivo. Enquanto as ruas permanecem tomadas por manifestantes e os bloqueios afetam a vida cotidiana e a economia, o futuro político da Bolívia permanece incerto, exigindo uma solução urgente para evitar uma escalada ainda maior da crise.</p>
<p> Perguntas frequentes (FAQ)</p>
<p>1. Quantos bloqueios de rodovias foram registrados na Bolívia nesta segunda-feira (18)?<br />
Nesta segunda-feira (18), foram registrados 23 bloqueios em rodovias bolivianas, a maioria concentrada nos arredores de La Paz.</p>
<p>2. Quais foram as principais causas dos protestos que levaram à atual crise?<br />
Os protestos foram desencadeados inicialmente pela retirada do subsídio à gasolina e escalaram após a promulgação de uma lei de terras, que foi revogada, mas não conteve a insatisfação popular.</p>
<p>3. Quem são os principais grupos sociais envolvidos nas manifestações?<br />
A revolta popular envolve camponeses, indígenas, mineiros, professores e outros setores sociais, representados por organizações como a Confederação Nacional de Mulheres “Bartolina Sisa” e a Central Operária Boliviana (COB).</p>
<p>4. Qual o posicionamento do governo boliviano em relação aos protestos?<br />
O governo acusa movimentos populares de usarem armas e dinamites, atribuindo a incitação à violência a grupos ligados ao ex-presidente Evo Morales, e ameaça com prisões.</p>
<p>5. Qual o papel do ex-presidente Evo Morales nos protestos, segundo ele?<br />
Evo Morales nega a incitação, afirmando que os protestos são uma manifestação legítima do povo boliviano e critica o governo por reprimir a população e criminalizar as marchas.</p>
<p>Acompanhe as últimas notícias sobre a situação política na Bolívia e em toda a América Latina em nosso portal para se manter atualizado.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p>
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		<title>Brasil e Bolívia fortalecem parceria energética e comercial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 21:01:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um encontro estratégico no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o novo presidente boliviano, Rodrigo Paz, reiteraram o compromisso de aprofundar a cooperação bilateral, com destaque para o setor energético. O principal objetivo é incrementar a produção de gás na Bolívia e expandir seu volume de importação para o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um encontro estratégico no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o novo presidente boliviano, Rodrigo Paz, reiteraram o compromisso de aprofundar a cooperação bilateral, com destaque para o setor energético. O principal objetivo é incrementar a produção de gás na Bolívia e expandir seu volume de importação para o Brasil, consolidando a nação andina como uma fonte segura em um cenário global volátil. A visita oficial, ocorrida em 16 de outubro, sublinhou a energia como pilar fundamental da parceria entre os dois países. Além do gás natural, as discussões abordaram a interconexão de sistemas elétricos, o apoio a biocombustíveis e a diversificação de fontes energéticas, visando otimizar recursos e promover a descarbonização das economias.</p>
<p> Cooperação energética estratégica</p>
<p>A relação energética entre Brasil e Bolívia, com décadas de história, está em vias de ser revitalizada e ampliada, conforme anunciado pelos presidentes Lula e Paz. A Bolívia mantém sua posição como o maior fornecedor de gás natural para o Brasil, um status crucial em um contexto internacional marcado por instabilidades que afetam a segurança do abastecimento de combustíveis.</p>
<p> Ampliação da produção e importação de gás</p>
<p>O presidente Lula destacou o interesse brasileiro em investir na Bolívia para aumentar a produção de gás natural e, consequentemente, o volume exportado para o mercado nacional. A Petrobras, que no passado foi responsável por cerca de 60% da produção boliviana de gás, atualmente opera em aproximadamente 25% do total. A intenção é reverter essa tendência, intensificando os investimentos na área e fortalecendo a parceria estratégica.</p>
<p>O Gasoduto Brasil-Bolívia, peça fundamental na integração energética, que historicamente impulsionou a indústria brasileira e o setor de hidrocarbonetos boliviano, é visto como um ativo para uma integração ainda mais ampla dos mercados de gás do Cone Sul. Além disso, há o potencial de que a infraestrutura contribua para abastecer uma futura fábrica de fertilizantes que o governo boliviano planeja instalar em Puerto Quijaro, gerando sinergias e valor agregado à produção local e regional.</p>
<p> Interconexão elétrica e energias renováveis</p>
<p>Um dos resultados concretos da visita foi a assinatura de um acordo para a interconexão dos sistemas elétricos dos dois países. Este projeto prevê a construção de uma linha de transmissão que conectará a província de Germán Busch, no departamento boliviano de Santa Cruz, ao município de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, Brasil.</p>
<p>A iniciativa visa otimizar o uso dos recursos energéticos existentes em ambas as nações, garantindo o fornecimento de eletricidade a regiões que ainda dependem fortemente de geradores a diesel. Essa mudança representará uma significativa redução de custos e impacto ambiental. Adicionalmente, o Brasil demonstrou disposição em cooperar com a Bolívia no desenvolvimento e produção de biocombustíveis e outros recursos renováveis. Essa colaboração não apenas fortalece a segurança energética e diversifica as fontes de suprimento, mas também apoia a descarbonização das economias regionais, alinhando-se às metas globais de sustentabilidade e eficiência.</p>
<p> Fortalecimento de laços econômicos e de segurança</p>
<p>Além da pauta energética, a reunião presidencial em Brasília abordou uma gama diversificada de temas, reforçando a natureza multifacetada da parceria bilateral. Foram discutidos desde a integração física e o combate a ilícitos transnacionais até o fomento ao comércio, investimentos, cooperação para o desenvolvimento e questões migratórias e consulares.</p>
<p> Revitalização do comércio bilateral e novas oportunidades</p>
<p>Apesar de o Brasil ser o segundo maior parceiro comercial da Bolívia, o intercâmbio entre os dois países tem apresentado uma queda preocupante nos últimos anos. Em 2013, a balança comercial atingiu um pico de US$ 5,5 bilhões, mas em 2025 esse valor foi de apenas US$ 2,6 bilhões.</p>
<p>O presidente Lula enfatizou a disposição de empresários brasileiros em investir e impulsionar novas parcerias, identificando amplas oportunidades em diversos setores. Ele mencionou áreas como alimentos, laticínios, material genético, sementes, frutas, algodão, cana-de-açúcar e soja. Além disso, aprofundar a cooperação em biotecnologia, com o apoio de instituições como a Embrapa, foi apontado como um caminho promissor para o aumento do intercâmbio comercial e tecnológico entre as duas nações.</p>
<p>Para dinamizar essa relação, o presidente Rodrigo Paz liderará um evento empresarial em São Paulo, na terça-feira (17), com a participação de aproximadamente 120 empresários bolivianos, visando explorar ativamente novas frentes de comércio e investimento. Essa iniciativa segue o rastro de ações prévias, como a presença de mais de 100 empresas brasileiras na Expocruz, em Santa Cruz de la Sierra, a maior feira multissetorial da América do Sul, em setembro de 2025.</p>
<p> Combate ao crime transnacional e turismo</p>
<p>Um dos atos de cooperação cruciais assinados durante a visita focou no fortalecimento da coordenação contra o crime organizado transnacional. O objetivo é aprimorar as ações de prevenção, investigação, repressão e sanção de crimes de alta complexidade e impacto regional, como o tráfico de pessoas, narcotráfico, lavagem de dinheiro, mineração ilegal, tráfico de armas, crimes cibernéticos e ambientais. Esta cooperação é vital para a segurança e estabilidade de ambos os países e da região.</p>
<p>Outro acordo selado durante a visita presidencial abordou a cooperação turística. O foco principal é a promoção do turismo entre as duas nações e o investimento na formação e qualificação de profissionais da área, visando impulsionar o setor e gerar novas oportunidades econômicas, beneficiando as populações de fronteira e o desenvolvimento regional.</p>
<p> Infraestrutura para integração regional</p>
<p>Ainda no contexto da integração e facilitação do comércio, a expectativa em torno da construção da segunda ponte ligando Brasil e Bolívia foi destacada. A ponte sobre o Rio Mamoré conectará Guajará-Mirim, em Rondônia (Brasil), a Guayarámerin, no departamento boliviano de Beni. Parte das Rotas de Integração Sul-Americana, a obra tem previsão de início em 2027.</p>
<p>O presidente Lula explicou que essa infraestrutura, inserida no &#8220;Quadrante Rondon&#8221;, será fundamental para melhorar a conectividade dos produtores brasileiros e bolivianos aos portos do Chile e do Peru. Isso possibilitará o escoamento de mercadorias pelo Oceano Pacífico, facilitando o acesso aos mercados asiáticos e abrindo novas rotas para a exportação e importação, impulsionando a competitividade e o desenvolvimento econômico.</p>
<p> Perspectivas futuras</p>
<p>A visita do presidente boliviano Rodrigo Paz ao Brasil representa um marco significativo na reafirmação e expansão das relações bilaterais. As discussões e acordos firmados, que abrangem desde a estratégica cooperação energética até o combate ao crime organizado transnacional e a promoção do comércio e turismo, demonstram um alinhamento claro entre as duas nações em busca de desenvolvimento mútuo e integração regional. A disposição em investir na produção de gás boliviano e a interconexão elétrica reforçam a segurança energética e a sustentabilidade de longo prazo para ambos os países.</p>
<p>Ao mesmo tempo, as iniciativas para revitalizar o comércio e impulsionar a infraestrutura, como a construção da ponte sobre o Rio Mamoré, projetam um futuro de maior conectividade e acesso a mercados globais. A cooperação em áreas como a biotecnologia e energias renováveis pavimenta o caminho para economias mais diversificadas e resilientes. Em um cenário global dinâmico, a parceria Brasil-Bolívia se posiciona como um exemplo de como a colaboração pode gerar benefícios mútuos e fortalecer a estabilidade regional.</p>
<p> Perguntas frequentes</p>
<p> 1. Quais os principais acordos firmados entre Brasil e Bolívia durante a visita?<br />
Os principais acordos incluem a cooperação energética para aumentar a produção e importação de gás natural da Bolívia, a interconexão dos sistemas elétricos via uma nova linha de transmissão, a intensificação da cooperação no combate ao crime organizado transnacional, e a promoção do turismo e do comércio bilateral.</p>
<p> 2. Como a Petrobras se encaixa nos planos de cooperação energética com a Bolívia?<br />
A Petrobras tem um histórico de décadas de atuação na Bolívia, sendo fundamental na construção da integração energética. Embora sua participação na produção boliviana de gás natural tenha diminuído, há um interesse renovado em ampliar os investimentos da estatal para incrementar a produção e o volume exportado para o Brasil, reforçando a parceria.</p>
<p> 3. Quais são as expectativas para o comércio bilateral após a visita?<br />
Apesar de uma queda recente no intercâmbio comercial, há grande expectativa de revitalização. Empresários brasileiros e bolivianos buscam novas oportunidades em setores como alimentos, laticínios, biotecnologia e produtos agrícolas. A construção da segunda ponte sobre o Rio Mamoré e eventos empresariais, como o que o presidente Paz abrirá em São Paulo, visam impulsionar significativamente o comércio e os investimentos.</p>
<p>Descubra mais sobre as iniciativas de integração sul-americana e seu impacto no desenvolvimento regional.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p>
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		<title>Lula parabeniza rodrigo paz pela vitória na eleição presidencial da bolívia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 04:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[bolívia]]></category>
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		<category><![CDATA[presidente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou seus parabéns a Rodrigo Paz pela sua eleição como presidente da Bolívia. A mensagem foi divulgada nesta segunda-feira, após a confirmação da vitória de Paz nas urnas no domingo. Lula revelou ter enviado uma carta ao presidente eleito boliviano, que atualmente ocupa o cargo de senador pelo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou seus parabéns a Rodrigo Paz pela sua eleição como presidente da Bolívia. A mensagem foi divulgada nesta segunda-feira, após a confirmação da vitória de Paz nas urnas no domingo.</p>
<p>Lula revelou ter enviado uma carta ao presidente eleito boliviano, que atualmente ocupa o cargo de senador pelo Partido Democrata Cristão (PDC), legenda de centro-direita. Na correspondência, o presidente brasileiro reiterou a alta prioridade que seu governo atribui ao relacionamento com a Bolívia, país com o qual o Brasil compartilha uma extensa fronteira e laços históricos de amizade e respeito mútuo.</p>
<p>O presidente Lula enfatizou que Paz pode contar com o compromisso do governo brasileiro em continuar trabalhando para fortalecer as relações bilaterais e promover a cooperação em áreas de interesse comum. Ele ressaltou a importância da Bolívia como parceira fundamental do Brasil na construção de uma América do Sul mais integrada, justa e solidária.</p>
<p>Lula também comentou sobre a conclusão do processo eleitoral na Bolívia, destacando que sua realização em um clima de tranquilidade e harmonia demonstra o firme compromisso da sociedade boliviana com a democracia. Ele expressou a esperança de que os valores democráticos continuem a orientar as ações de toda a região.</p>
<p>A vitória de Rodrigo Paz, em um contexto de crise econômica, marca o fim de aproximadamente duas décadas de governos liderados pelo Movimento ao Socialismo (MAS). Apesar de contar com um forte apoio da população indígena, o PDC não obteve maioria legislativa, o que exigirá que o novo presidente construa alianças para garantir a governabilidade.</p>
<p>A plataforma política de Paz, que se caracteriza por ser moderada e propõe a manutenção de programas sociais, aliada à promoção do crescimento do setor privado, parece ter atraído eleitores de esquerda desiludidos com o MAS, fundado por Evo Morales, mas também cautelosos em relação às medidas de austeridade defendidas por seu principal oponente, Jorge &#8220;Tuto&#8221; Quiroga.</p>
<p>A posse do novo presidente da Bolívia está agendada para o dia 8 de novembro.</p>
<p><em>Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br</em></p>
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