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	<title>Bruna &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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	<title>Bruna &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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		<title>Brasil debuta no esqui cross-country em Milão-Cortina e mira próximas provas</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 19:00:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A terça-feira marcou a estreia do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, com a participação de três atletas na prova de qualificação do esqui cross-country. Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura representaram o país na modalidade sprint livre, em um dia de intenso esforço e superação nas pistas italianas. Embora não tenham [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A terça-feira marcou a estreia do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, com a participação de três atletas na prova de qualificação do esqui cross-country. Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura representaram o país na modalidade sprint livre, em um dia de intenso esforço e superação nas pistas italianas. Embora não tenham conseguido avançar para a fase final da disputa por medalhas, que exigia a classificação entre os 30 melhores em cada categoria, os brasileiros demonstraram dedicação e alcançaram resultados notáveis, estabelecendo novos marcos para o esporte de inverno nacional e prometendo novas participações ao longo da competição.</p>
<p> Desempenho brasileiro no sprint livre</p>
<p>O dia inaugural da participação brasileira nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina foi palco de importantes avanços para o esqui cross-country nacional. Três competidores desafiaram as pistas nevadas na modalidade sprint livre, buscando uma vaga na fase decisiva. Apesar de não terem alcançado a classificação para as finais, o desempenho dos atletas reflete a evolução e a crescente representatividade do Brasil no cenário internacional dos esportes de inverno, com cada um deixando sua marca na competição.</p>
<p> Manex Silva lidera entre os homens com resultado histórico</p>
<p>Na disputa masculina, Manex Silva, natural de Rio Branco (AC), foi o grande destaque brasileiro, alcançando a 48ª posição entre 90 competidores. Com um tempo de 3min25s48, Manex não só representou o país com garra, mas também cravou o melhor resultado já obtido por um atleta brasileiro na modalidade, superando a 66ª colocação de Jaqueline Mourão nos Jogos de Vancouver em 2010. A prova foi liderada pelo norueguês Johannes Klaebo, hexacampeão olímpico, que completou o percurso em 3min07s37.</p>
<p>Manex expressou sua satisfação com o resultado, demonstrando um misto de realização e ambição: &#8220;Eu estava sonhando com um resultado assim. É verdade que eu sou muito estrito, tenho expectativas altas, mas estou feliz porque eu acho que eu fiz uma boa corrida, dei o meu melhor e acho que não poderia ter ido melhor do que isso&#8221;. A fala do acreano ressalta a dedicação e o empenho que o levaram a superar expectativas e a fazer história para o esqui brasileiro.</p>
<p> Eduarda Ribera e Bruna Moura quebram recordes femininos</p>
<p>Entre as mulheres, a paulista Eduarda Ribera e a paulistana Bruna Moura também tiveram participações de destaque, conquistando as melhores pontuações femininas do Brasil em Jogos de Inverno na história da modalidade. Eduarda, irmã do esquiador paralímpico Cristian Ribera, finalizou sua prova na 72ª posição, registrando o tempo de 4min17s05 e acumulando 226,67 pontos FIS – um sistema de pontuação exclusivo da Federação Internacional de Esqui e Snowboard.</p>
<p>Duda Ribera enfatizou a evolução mental como um fator crucial para seu desempenho. Mais confiante, equilibrada e preparada psicologicamente, a atleta destacou a importância do trabalho contínuo e da jornada de autoconhecimento que a levou até este ponto da carreira olímpica. Sua performance reflete não apenas o aprimoramento técnico, mas também a resiliência e a força mental necessárias para competir em alto nível.</p>
<p>A estreia de Bruna Moura, aos 31 anos, foi um dos momentos mais emocionantes da jornada brasileira. A atleta, que sofreu um grave acidente de carro há quatro anos enquanto se preparava para os Jogos de Pequim, enfrentou um longo processo de recuperação. Com múltiplas fraturas, dois meses sem andar e um ano e meio de fisioterapia intensiva, Bruna finalmente realizou seu sonho olímpico. Ela encerrou a prova na 74ª posição, com o tempo de 4min22s07 e 254.53 pontos FIS.</p>
<p>&#8220;Eu estou muito, muito feliz. E a hora que eu vi a linha de chegada depois da última descida, ali para mim já significou tudo. Eu sei que ainda tem mais duas provas pela frente, mas esta aqui para mim já foi a prova da minha vida. Agora eu posso oficialmente dizer: atleta olímpica&#8221;, comemorou Bruna, visivelmente emocionada. Sua história é um testemunho de superação, perseverança e da inabalável paixão pelo esporte.</p>
<p> Superando desafios e olhando para o futuro</p>
<p>A participação brasileira nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina vai além dos resultados imediatos nas classificatórias. Ela representa a culminância de anos de esforço, dedicação e, em alguns casos, jornadas de superação pessoal que inspiram a nação. A presença de Manex, Eduarda e Bruna nas pistas de esqui cross-country é um símbolo da crescente paixão do Brasil pelos esportes de neve e gelo, e do compromisso de seus atletas em levar a bandeira verde e amarela cada vez mais alto.</p>
<p> A jornada de persistência e a força mental dos atletas</p>
<p>As histórias de Manex, Eduarda e Bruna são exemplos vivos da persistência e da força mental exigidas no esporte de alto rendimento. A busca por um resultado significativo, o aprimoramento técnico e a gestão das expectativas são desafios constantes. No caso de Bruna Moura, a superação de um grave acidente e a longa reabilitação para retornar às competições e, finalmente, debutar em uma Olimpíada, é um feito extraordinário. Sua determinação em se tornar uma &#8220;atleta olímpica&#8221; é um marco pessoal e uma inspiração para muitos que enfrentam adversidades. Eduarda Ribera, por sua vez, destaca o trabalho psicológico como fundamental para seu desempenho, evidenciando que o preparo mental é tão crucial quanto o físico para atingir o máximo potencial. Manex, com sua autocrítica e busca por excelência, demonstra a mentalidade de um atleta que almeja sempre mais, mesmo após alcançar um feito histórico.</p>
<p> Agenda de competições e as próximas esperanças brasileiras</p>
<p>Apesar do encerramento das provas de sprint livre, a jornada dos atletas brasileiros em Milão-Cortina está longe do fim. Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura terão novas oportunidades para competir, e outros representantes do Brasil entrarão em cena em diversas modalidades. A delegação brasileira está focada em maximizar sua experiência olímpica e em buscar novos feitos.</p>
<p>Confira a programação dos próximos dias com a participação brasileira:</p>
<p>QUARTA (11):<br />
&#8211; 15h30 e 16h27: Snowboard Halfpipe — Classificação masculina (descida 1 e 2) – Pat Burgener, Augustinho Teixeira</p>
<p>QUINTA (12):<br />
&#8211; 9h: Esqui Cross-Country — 10 km feminino (técnica livre) – Bruna Moura, Eduarda Ribera</p>
<p>SEXTA (13):<br />
&#8211; 7h45: Esqui Cross-Country — 10 km masculino (técnica livre) – Manex Silva<br />
&#8211; 12h e 13h48: Skeleton — Descidas 1 e 2 (feminino) – Nicole Silveira<br />
&#8211; 15h30: Snowboard Halfpipe — Final masculina (3 descidas)</p>
<p>SÁBADO (14):<br />
&#8211; 6h e 9h30: Esqui Alpino — Slalom gigante masculino (descidas 1 e 2) – Lucas Pinheiro Braathen<br />
&#8211; 14h e 15h44: Skeleton — Descidas 3 e 4 (feminino) – Nicole Silveira</p>
<p>SEGUNDA (16):<br />
&#8211; 6h e 7h57: Bobsled 2-man — Descidas 1 e 2 – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira<br />
&#8211; 6h e 9h30: Esqui Alpino — Slalom masculino – descidas 1 e 2 &#8211; Lucas Braathen</p>
<p>TERÇA (17):<br />
&#8211; 15h e 17h05: Bobsled 2-man — Descidas 3 e 4 – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira</p>
<p>QUARTA (18):<br />
&#8211; 5h45: Esqui Cross-Country — Sprint por equipes femininas (classificatória) &#8211; Eduarda Ribera e Bruna Moura<br />
&#8211; 6h e 9h30: Esqui Alpino — Slalom feminino – descidas 1 e 2 – Alice Padilha</p>
<p>SÁBADO (21):<br />
&#8211; 6h e 7h57: Bobsled 4-man — Descidas 1 e 2 – Brasil &#8211; equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira</p>
<p>DOMINGO (22):<br />
&#8211; 6h e 8h15: Bobsled 4-man — Descidas 3 e 4 – Brasil &#8211; equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira<br />
Duplas e quartetos ainda serão definidos.</p>
<p> O legado olímpico do Brasil na neve</p>
<p>A participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, especialmente na modalidade de esqui cross-country, transcende a busca por medalhas. Cada estreia, cada recorde quebrado e cada história de superação contribuem para consolidar a presença do Brasil no cenário dos esportes de inverno. A dedicação de Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura, aliada à diversidade de atletas em outras modalidades, demonstra o potencial de crescimento e o futuro promissor do esporte na neve no país, inspirando novas gerações e fortalecendo a cultura esportiva nacional.</p>
<p> Perguntas frequentes (FAQ)</p>
<p>Quem são os atletas brasileiros que estrearam no esqui cross-country em Milão-Cortina?<br />
Os atletas que representaram o Brasil na prova de qualificação do sprint livre de esqui cross-country foram Manex Silva (masculino), Eduarda Ribera (feminino) e Bruna Moura (feminino).</p>
<p>Quais foram os resultados dos atletas brasileiros no sprint livre?<br />
Manex Silva obteve a 48ª posição entre 90 competidores, com o tempo de 3min25s48. Eduarda Ribera ficou em 72º lugar, com 4min17s05 e 226,67 pontos FIS. Bruna Moura terminou na 74ª posição, com 4min22s07 e 254.53 pontos FIS. Nenhum dos três avançou à final.</p>
<p>Os atletas brasileiros de esqui cross-country ainda competirão em Milão-Cortina?<br />
Sim, Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura têm outras provas agendadas. Bruna e Eduarda competirão no 10 km feminino (técnica livre) e no sprint por equipes femininas. Manex Silva disputará o 10 km masculino (técnica livre).</p>
<p>Qual a história de superação de Bruna Moura para chegar aos Jogos de Inverno?<br />
Bruna Moura sofreu um grave acidente de carro há quatro anos, resultando em múltiplas fraturas, dois meses sem andar e um ano e meio de fisioterapia intensa. Sua participação em Milão-Cortina marca seu tão aguardado debut olímpico, representando um grande feito de superação pessoal e paixão pelo esporte.</p>
<p>Para acompanhar a trajetória do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina e outras notícias do esporte, continue navegando em nosso portal.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p>
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		<title>Homem morto em piscina: filha questiona afogamento e levanta suspeitas sobre a ex-companheira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2025 08:00:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A morte de Walter Gilmar de Pádua Carneiro, de 65 anos, encontrado na piscina de sua residência em Bebedouro, interior de São Paulo, em janeiro, ganhou novos contornos e levanta questionamentos sobre a versão inicial apresentada às autoridades. Bruna Carneiro, filha de Walter, contesta a causa da morte por afogamento, inicialmente relatada pela então companheira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A morte de Walter Gilmar de Pádua Carneiro, de 65 anos, encontrado na piscina de sua residência em Bebedouro, interior de São Paulo, em janeiro, ganhou novos contornos e levanta questionamentos sobre a versão inicial apresentada às autoridades. Bruna Carneiro, filha de Walter, contesta a causa da morte por afogamento, inicialmente relatada pela então companheira de seu pai, Jussara Fernandes, de 62 anos.</p>
<p>As suspeitas da filha se intensificaram após a prisão de Jussara, meses depois da morte de Walter, por confessar ter assassinado e enterrado o namorado, de 21 anos, no quintal da mesma casa. Bruna relata que, nos dias que antecederam a morte do pai, ele apresentava um quadro de saúde debilitado, com vômitos e sonolência. Além disso, segundo a filha, Walter manifestava intenção de se separar, mas se sentia ameaçado.</p>
<p>Áudios gravados pelo próprio Walter, obtidos, reforçam o relato de Bruna. Nas mensagens, ele descreve um mal-estar intenso, mencionando febre e vômitos frequentes.</p>
<p>A Polícia Civil ainda não ouviu oficialmente Bruna nessas investigações, que foram reabertas após a confissão de Jussara sobre o assassinato do namorado. No caso mais recente, Jussara responde por homicídio e ocultação de cadáver, alegando legítima defesa ao afirmar que golpeou o namorado com uma tesoura.</p>
<p>No dia em que o corpo de Walter foi encontrado, Jussara relatou à Polícia Militar que saiu de casa pela manhã para entregar um produto e, ao retornar, encontrou o companheiro na piscina. Ela alegou que Walter sofria de ataques epilépticos e teria tido um episódio na noite anterior. Na época, o caso foi registrado como morte suspeita, e o laudo necroscópico apontou afogamento como causa.</p>
<p>Bruna questiona a alegação de que Jussara teria ido à área da piscina para soltar o cachorro, momento em que teria encontrado o corpo. Ela argumenta que, ao abrir o portão, já seria possível visualizar uma pessoa na piscina. A filha também estranha o fato de Walter ter sido encontrado vestido com roupas sujas de terra, sapatos e com todos os pertences nos bolsos, sugerindo que ele estaria a caminho do trabalho e não teria motivo para estar na piscina naquele horário. Adicionalmente, Bruna nega que o pai sofresse de epilepsia, informação desconhecida por toda a família.</p>
<p><em>Fonte: g1.globo.com</em></p>
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		<title>O que a morte da pequena Bruna nos mostra?</title>
		<link>https://jornaldigitaldaregiaooeste.life/o-que-a-morte-da-pequena-bruna-nos-mostra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2024 18:27:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Elsa Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Osasco]]></category>
		<category><![CDATA[Bruna]]></category>
		<category><![CDATA[feminicídio]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Elsa Oliveira Nos últimos dias Osasco acompanhou, pela imprensa, o drama da família de Bruna Guarnieri Nunes Corrêa, a estudante de 15 anos que foi baleada na segunda-feira, dia 8, e veio a óbito na madrugada de terça, dia 9. Quem atirou nela foi o namorado, Patrick Rafael Vanni Neiva Silva, um enfermeiro de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><em>Por Elsa Oliveira</em></h4>
<p>Nos últimos dias Osasco acompanhou, pela imprensa, o drama da família de Bruna Guarnieri Nunes Corrêa, a estudante de 15 anos que foi baleada na segunda-feira, dia 8, e veio a óbito na madrugada de terça, dia 9. Quem atirou nela foi o namorado, Patrick Rafael Vanni Neiva Silva, um enfermeiro de 25 anos que, segundo reportagens, havia comprado a arma dois meses antes de atirar na garota, um indício de crime premeditado, aliado ao fato de ele ter usado uma máscara e ter alugado um carro para usar na logística do crime na mesma semana.</p>
<p>Antes de mais nada quero deixar registradas aqui minha tristeza, minha indignação e minhas condolências à família dessa jovem.</p>
<p>Bruna foi alvejada quando voltava da escola. Era praticamente uma criança, em um dia como outro qualquer, realizando tarefas como outra criança qualquer. Mas quantas de nós, mulheres, não somos surpreendidas, nos nossos dias como outros quaisquer, com um soco, uma surra, um encarceramento, uma privação, uma agressão verbal ou psicológica, uma bala na cabeça?&#8230;</p>
<p>O fato é que a morte de Bruna é mais uma que vai engrossar a já tão grande lista de feminicídios que o Brasil assiste com uma frequência que chega a dar nojo, pra dizer o mínimo! Em 2023, o país em que nós vivemos registrou, em média, um feminicídio a cada seis horas. Foram 1.463 vítimas desse tipo de crime, segundo estudo divulgado em março de 2024 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foi o maior registro de feminicídios em nove anos. Em relação a 2022, o percentual de mortes subiu 1,6%.</p>
<p>Desde 2015, quando o crime de feminicídio foi tipificado, o Brasil teve ao menos 10.655 feminicídios, até 2023. Mas esse número pode ser ainda maior, já que o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública considera que há subnotificação de casos, principalmente nos primeiros anos de vigência da lei de feminicídio como qualificadora do homicídio doloso, quando o assassinato acontece em um cenário de violência doméstica em razão da condição de sexo feminino.</p>
<p>São enormes os desafios a serem superados pelo fim dos crimes de ódio cometidos contra as mulheres, e eleger apenas alguns seria uma injustiça. Porém, é preciso começar de algum lugar, e focar na humanização do atendimento das mulheres vítimas de violência, na conscientização tanto da vítima de violência quanto da sociedade enquanto praticante da violência, no apoio às vítimas da violência contra a mulher, na educação e na responsabilização dos meios de comunicação é um importante começo para que os casos de violência contra a mulher nem aconteçam, mas que sobretudo, não evoluam pros assassinatos que assistimos acontecer todos os dias.</p>
<p>Numa sociedade em que o machismo e a misoginia são fundantes e estruturantes das nossas relações e experiências, a violência contra a mulher é algo naturalizado no cotidiano. Para romper com essa mentalidade, é preciso desaprender e desconstruir a misoginia e se educar para a equidade e a justiça. Isso envolve desde a abordagem do tema em sala de aula até a produção de estatísticas que fundamentem as políticas públicas e a realização de campanhas voltadas à população como um todo.</p>
<p>Nesse sentido, acredito que erramos, enquanto sociedade, em, num passado recente, conscientizarmos somente as mulheres quanto aos seus direitos e seu lugar nas relações sociais. É PRECISO FALAR COM OS HOMENS! São em eventos e rodas de conversa com a participação masculina que um homem que ainda não se vê como agressor pode ter despertada, a partir das narrativas que ouve, a consciência de sua condição de agressor e procurar ajuda. São em ações de capacitação sobre a violência contra a mulher que maridos, pais, tios, professores, colegas de trabalho, podem se enxergar como abusadores e parar de normalizar as situações em que colocam as mulheres com as quais convivem.</p>
<p>Por acreditar que esse é um dos caminhos, destinei 150 mil reais em emendas para esse tipo de ação, na esperança de promover o entendimento necessário da sociedade, sobretudo o dos homens, sobre convivência pacífica e respeitosa em relação aos direitos e vontades das mulheres. Parece básico e óbvio que deveríamos ter o arbítrio sobre com quem queremos manter nossos relacionamentos, por exemplo, mas o caso da Bruna mostra que isso não é tão óbvio assim.</p>
<p>O fato é que não podemos mais aceitar e nem compactuar com esse tipo de crime porque isso é da nossa conta! A prisão do rapaz que cometeu esse crime hediondo, premeditado e horrível, não devolve a vida da menina assassinada, não diminui a dor dessa família e não aplaca a nossa vergonha em viver em uma sociedade que ainda pratica a bestialidade de ceifar vidas, sobretudo por motivos que só atendem ao seu monstruoso prazer pessoal.</p>
<p><strong>Elsa Oliveira</strong> &#8211; <em>Vereadora e Presidente do Podemos Mulher de Osasco</em></p>
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