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	<title>erick &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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		<title>Preconceito dificulta rastreio e tratamento de câncer em pessoas trans</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 05:00:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O preconceito enfrentado por pessoas trans no sistema de saúde dificulta o rastreio e o tratamento de câncer, revela uma análise da situação. A falta de preparo dos profissionais e o medo de discriminação afastam essa população dos serviços preventivos e de acompanhamento. Erick Venceslau, analista de mídias sociais, descobriu há pouco mais de um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O preconceito enfrentado por pessoas trans no sistema de saúde dificulta o rastreio e o tratamento de câncer, revela uma análise da situação. A falta de preparo dos profissionais e o medo de discriminação afastam essa população dos serviços preventivos e de acompanhamento.</p>
<p>Erick Venceslau, analista de mídias sociais, descobriu há pouco mais de um ano um nódulo no seio que se revelou um câncer agressivo. O diagnóstico, apesar do impacto inicial, o incentivou a assumir sua identidade como homem trans. &#8220;Eu entendi que eu estava muito adoecido tentando sufocar isso em mim&#8221;, relata Erick, que temia a transfobia familiar e a instabilidade financeira. A mudança para outro estado e a retomada da psicoterapia durante o tratamento contra o câncer foram cruciais para que ele se sentisse à vontade para se expressar.</p>
<p>Erick reconhece que a falta de procura por serviços de saúde preventiva, motivada pelo receio do tratamento que receberia, contribuiu para o diagnóstico tardio. &#8220;O sistema não está preparado para a gente, da comunidade LGBTQIA+. A gente é excluído desses espaços, porque não existe um letramento dos profissionais e porque a gente vive nessa sociedade e sabe o que a gente passa&#8221;, critica.</p>
<p>Maria Julia Calas, presidente regional da Sociedade Brasileira de Mastologia no Rio de Janeiro, confirma ter ouvido relatos semelhantes em seu consultório. &#8220;É uma população extremamente estigmatizada. Eles sofrem inúmeros preconceitos por todos, desde o segurança da porta até, infelizmente, o profissional da área de saúde, incluindo o médico&#8221;, enfatiza.</p>
<p>Para combater essa realidade, Maria Julia, em parceria com a oncologista Sabrina Chagas, lançará um guia oncológico para pacientes LGBTQIAPN+, intitulado &#8220;Nosso Papo Colorido&#8221;. Sabrina ressalta que questões de gênero, raça e etnia são frequentemente negligenciadas na saúde, resultando em barreiras de acesso, preconceito institucional e falta de protocolos adequados para pessoas trans.</p>
<p>Apesar dos avanços na oncologia, Sabrina destaca a existência de lacunas significativas no cuidado de populações marginalizadas. Erick, por exemplo, conseguiu retirar as mamas na cirurgia de remoção do tumor, mas ainda não pode iniciar a terapia hormonal que deseja, devido à falta de informação e estudos sobre o tema. &#8220;É complicado, porque eu não sou o primeiro homem trans a ter câncer de mama. Já deveriam ter estudos&#8221;, lamenta.</p>
<p>As especialistas reforçam a necessidade de capacitação dos médicos, com base no conhecimento já existente. Mulheres trans, por exemplo, também podem desenvolver câncer de próstata, e o risco varia de acordo com o tempo de uso de hormônios para inibir o hormônio masculino. A mamografia continua sendo essencial para homens trans que não fizeram mastectomia e para mulheres trans que desenvolvem glândulas mamárias com o uso de hormônios. Além disso, toda pessoa com útero deve realizar o rastreio de HPV, principal causa do câncer de colo de útero.</p>
<p>Maria Julia Calas ressalta que a Sociedade Brasileira de Mastologia está elaborando diretrizes de rastreio de câncer de mama na população trans, em colaboração com o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. O documento, com lançamento previsto para o início do próximo ano, poderá servir de modelo para outras áreas da oncologia.</p>
<p>Ambas as especialistas concordam que um tratamento acolhedor, que respeite a identidade de gênero dos pacientes e considere suas necessidades específicas, pode evitar diagnósticos tardios, motivados pelo medo do preconceito.</p>
<p>Erick Venceslau, que compartilha sua experiência nas redes sociais, enfatiza a importância do apoio no processo de tratamento: &#8220;Eu tenho certeza que 80% do sucesso do meu tratamento se deve à minha esposa me ajudando e, claro, à medicina. Mas os outros 20% vieram do apoio que eu tive das pessoas nas redes. Esse apoio foi uma ferramenta de transformação&#8221;.</p>
<p><em>Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br</em></p>
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