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	<title>falta &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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		<title>Censo revela a precariedade no entorno de favelas em campinas</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2025 02:01:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um retrato da desigualdade urbana em Campinas emerge dos dados do Censo 2022, revelando a carência de serviços básicos no entorno das favelas e comunidades da cidade. O levantamento do IBGE expõe a dificuldade de acesso a infraestruturas essenciais para uma parcela significativa da população, impactando diretamente na qualidade de vida e bem-estar dos moradores. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um retrato da desigualdade urbana em Campinas emerge dos dados do Censo 2022, revelando a carência de serviços básicos no entorno das favelas e comunidades da cidade. O levantamento do IBGE expõe a dificuldade de acesso a infraestruturas essenciais para uma parcela significativa da população, impactando diretamente na qualidade de vida e bem-estar dos moradores.</p>
<p>De acordo com o Censo, em 118 favelas e comunidades urbanas de Campinas, residem 140,7 mil pessoas, o que corresponde a 12,3% da população total do município. Destes moradores, a maioria (66,6%) se autodeclara preta ou parda, evidenciando a concentração da população mais vulnerável nessas áreas.</p>
<p>O estudo detalha a falta de infraestrutura básica no entorno dessas moradias. Uma das maiores carências é a ausência de pontos de ônibus: quase 90% dos moradores de favelas em Campinas não têm um ponto de ônibus acessível na rua de casa, o que dificulta o deslocamento para trabalho, estudo e outros serviços. A falta de saneamento também é alarmante: 62,3% não têm acesso a bueiros ou bocas de lobo para o escoamento de água pluvial. Quase metade (47%) não dispõe de ruas pavimentadas, e 43,2% não têm calçadas. A falta de arborização atinge 36,56% dos moradores, enquanto 15,2% sofrem com a ausência de iluminação pública.</p>
<p>Moradores de comunidades como o Jardim Rosália IV, um bairro com 27 anos de existência, relatam a ausência de asfalto, calçada, rede de esgoto e iluminação. Apesar da conquista de uma linha de ônibus, ainda enfrentam a falta de infraestrutura que dificulta o acesso a serviços essenciais como coleta de lixo e entrega de correspondências, além de impactar a segurança e saúde.</p>
<p>Em outra área irregular, conhecida como Buraco do Sapo, no Jardim Novo Flamboyant, a situação é semelhante. Ruas estreitas, falta de calçadas e rede de esgoto, e a irregularidade da fiação elétrica são problemas que persistem há décadas.</p>
<p>Especialistas apontam a necessidade de mapeamento e regularização dessas áreas irregulares pelo poder público. No entanto, ressaltam que a regularização fundiária sozinha não garante a infraestrutura e a qualidade de vida. É fundamental a implementação de políticas públicas intersetoriais que abordem as diversas necessidades dessas comunidades.</p>
<p>A CPFL informou que a regularização das ligações de energia no Jardim Novo Flamboyant depende de adequação urbanística pela prefeitura. A administração municipal, por sua vez, informou que a legislação exige um plano de regularização fundiária para realizar obras de infraestrutura e que tem mapeado os bairros para possível regularização, sem, no entanto, definir um prazo. A prefeitura também informou que já regularizou núcleos habitacionais e realizou pavimentação em alguns bairros, incluindo o Buraco do Sapo, além da limpeza do córrego local. Quanto às ruas estreitas sem acesso a ônibus, a prefeitura afirma que existem linhas próximas. A administração também informou que está implementando microflorestas na cidade.</p>
<p><em>Fonte: g1.globo.com</em></p>
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		<title>Idosos amarrados e maus-tratos revelados em asilos clandestinos em ribeirão preto</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 07:00:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após a prisão da proprietária de três casas de repouso em Ribeirão Preto, detalhes alarmantes sobre as condições em que idosos eram mantidos vieram à tona. Eva Maria de Lima, responsável pelas unidades &#8220;Meu Doce Lar&#8221;, foi detida por descumprir ordens judiciais que proibiam o funcionamento dos estabelecimentos. Ao todo, 36 idosos foram resgatados das [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após a prisão da proprietária de três casas de repouso em Ribeirão Preto, detalhes alarmantes sobre as condições em que idosos eram mantidos vieram à tona. Eva Maria de Lima, responsável pelas unidades &#8220;Meu Doce Lar&#8221;, foi detida por descumprir ordens judiciais que proibiam o funcionamento dos estabelecimentos.</p>
<p>Ao todo, 36 idosos foram resgatados das unidades no domingo, sendo sete deles encontrados em uma casa no bairro Parque Ribeirão, necessitando de internação imediata. As outras duas unidades interditadas funcionavam nos bairros Vila Seixas e Alto da Boa Vista. Apesar das repetidas interdições judiciais, Eva continuava a operar os asilos, inclusive admitindo novos residentes.</p>
<p>As investigações, iniciadas em abril, envolvem o Ministério Público, Vigilância Sanitária, secretarias de Assistência Social e Saúde, e a Polícia Civil. As suspeitas recaem sobre maus-tratos, higiene precária e alimentação inadequada. A mensalidade cobrada das famílias era de R$ 2,5 mil. Eva nega as acusações.</p>
<p>As investigações começaram após a divulgação de vídeos que mostravam idosos em condições degradantes, deitados no chão, sem roupas e com sinais de dor. Durante uma fiscalização em abril, as unidades foram interditadas devido à falta de higiene, excesso de moradores, falta de profissionais qualificados e ausência de prontuários médicos. Na ocasião, 50 idosos foram resgatados.</p>
<p>Eva Maria de Lima, de 40 anos, foi presa por descumprir as ordens judiciais. Ela pode ser responsabilizada por expor idosos a perigo, submetendo-os a condições desumanas ou privando-os de cuidados essenciais. A defesa alega que, durante sua administração, houve zelo e dedicação em proporcionar qualidade de vida aos idosos, muitos deles de baixa renda e abandonados pelas famílias.</p>
<p>Nenhuma das casas de repouso possuía autorização para funcionar, estando todas interditadas desde junho. O promotor Carlos Cezar Barbosa classificou a continuidade das atividades como &#8220;atrevimento&#8221;, enfatizando que a proprietária desafiava uma decisão judicial.</p>
<p>Parentes dos idosos resgatados relatam situações de abandono, encontrando-os sozinhos e sem comida. Eles destacam que pagavam R$ 2,5 mil mensais por serviços que não eram oferecidos.</p>
<p>Uma ex-funcionária relatou que Eva ordenava que os pacientes fossem amarrados com lençóis após o café da manhã, permanecendo assim durante a noite. A prática era justificada pela falta de cuidadores, e o descumprimento das ordens era punido, pois o local era monitorado por câmeras. A funcionária também relatou agressões físicas e a limitação de fraldas, resultando em falta de higiene.</p>
<p>A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso, investigando a responsabilidade de familiares. O promotor Barbosa ressalta que algumas famílias negligenciam os cuidados com os idosos, enquanto outras não possuem condições financeiras para oferecer um lar adequado. O Ministério Público cobra políticas públicas para garantir atendimento adequado a todos os idosos, suprindo a ausência do poder público que possibilita o surgimento de instituições clandestinas.</p>
<p><em>Fonte: g1.globo.com</em></p>
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