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	<title>fazendas &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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		<title>Retirada de sem-terra em rondônia termina com mortes e acusações</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 03:01:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A operação de retirada de famílias sem-terra de quatro fazendas em Machadinho do Oeste, Rondônia, resultou na morte de dois homens na última quinta-feira. As propriedades em questão pertencem ao grupo Nelore Di Genio, cujo espólio é do empresário João Carlos Di Genio, fundador do grupo educacional Unip/Objetivo. A Polícia Militar de Rondônia (PM) relatou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A operação de retirada de famílias sem-terra de quatro fazendas em Machadinho do Oeste, Rondônia, resultou na morte de dois homens na última quinta-feira. As propriedades em questão pertencem ao grupo Nelore Di Genio, cujo espólio é do empresário João Carlos Di Genio, fundador do grupo educacional Unip/Objetivo.</p>
<p>A Polícia Militar de Rondônia (PM) relatou que os irmãos Alex Santos Santana e Alessandro Santos Santana foram mortos a tiros durante um confronto com agentes do Batalhão de Choque. Segundo a PM, o incidente ocorreu enquanto os policiais patrulhavam uma área que já havia sido desocupada. A versão oficial é de que os irmãos reagiram a uma abordagem policial, dando início a uma troca de tiros.</p>
<p>No entanto, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) contesta essa versão, alegando que a PM perseguiu os sem-terra mesmo após o início da desocupação das fazendas, cumprindo uma determinação judicial.</p>
<p>De acordo com a PM, os policiais avistaram um veículo em alta velocidade na Rodovia RO-133, ocupado pelos irmãos Santana. Ao tentar abordar o veículo, os policiais alegam que o motorista não obedeceu à ordem de parada, tentando fugir. A perseguição resultou em uma suposta troca de tiros, culminando com o carro dos irmãos atolado em uma área de mata. A PM afirma que os ocupantes desembarcaram e continuaram atirando contra os policiais, que revidaram.</p>
<p>Os irmãos foram encontrados baleados em um matagal, um deles com um ferimento no peito e o outro na perna. Ambos foram levados ao Hospital Municipal de Machadinho, mas não resistiram aos ferimentos. A polícia afirma ter apreendido armas de fogo e munição utilizadas pelos irmãos Santana. A Perícia Criminal não compareceu ao local devido à distância e ao histórico de conflitos na região.</p>
<p>Josep Iborra, assessor agrário da CPT, afirma que a reintegração de posse das fazendas resultou em uma &#8220;caçada humana&#8221; contra os sem-terra, que foram forçados a abandonar seus pertences. Segundo Iborra, as 440 famílias já haviam desocupado as fazendas pacificamente, mas muitas permanecem nas imediações, sem ter para onde ir. Ele nega que os sem-terra planejavam reocupar a área após a saída da PM.</p>
<p>A desocupação das fazendas teria ocorrido sem prévia notificação e sem um Plano de Desocupação, como determina o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Iborra destaca que as determinações de reintegração de posse foram expedidas entre 30 de maio e 3 de outubro por dois juízes do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO). Ele também questiona as circunstâncias da morte dos irmãos Alex e Alessandro, afirmando que não houve troca de tiros e que o local não foi preservado para a perícia. A CPT acionou diversos órgãos para acompanhar a situação e buscar uma solução para o conflito.</p>
<p>A PM de Rondônia defende que tinha o dever de proteger os oficiais de Justiça responsáveis por cumprir a ordem judicial e reitera que os irmãos Santana foram mortos por terem reagido violentamente à abordagem policial. A PM afirma que o Batalhão de Choque permanecerá na região para restabelecer a ordem e a paz social durante a Operação Reintegração de Posse Grupo Di Gênio.</p>
<p>Os advogados do Grupo Di Genio informaram que as fazendas têm sofrido invasões desde o ano passado, o que motivou ações judiciais para reaver a posse e cobrar providências contra os danos causados pelos sem-terra. Segundo os advogados, os sem-terra estariam desmatando a vegetação nativa, extraindo madeira ilegalmente, construindo barracos e loteando a propriedade.</p>
<p>O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Ministério Público de Rondônia foram contatados, mas ainda não se manifestaram.</p>
<p><em>Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br</em></p>
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