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	<title>gelo &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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		<title>Justiça francesa apela por vítimas em caso de abuso sexual de professor</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 00:00:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Justiça francesa fez um apelo urgente para que possíveis vítimas de abuso sexual e estupro se apresentem às autoridades. A medida faz parte de uma investigação complexa contra Jacques Leveugle, um ex-professor de 79 anos, detido sob acusações de agredir sexualmente dezenas de menores ao longo de décadas. Paralelamente, o cenário geopolítico mundial segue [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Justiça francesa fez um apelo urgente para que possíveis vítimas de abuso sexual e estupro se apresentem às autoridades. A medida faz parte de uma investigação complexa contra Jacques Leveugle, um ex-professor de 79 anos, detido sob acusações de agredir sexualmente dezenas de menores ao longo de décadas. Paralelamente, o cenário geopolítico mundial segue em efervescência, com Israel e Estados Unidos buscando endurecer o acordo nuclear com o Irã, em meio a tensões diplomáticas e ameaças de ações militares que preocupam a comunidade internacional. Longe dos holofotes da diplomacia e dos tribunais, Cuba enfrenta uma severa crise energética, agravada por sanções internacionais, que impacta diretamente a vida da população e os serviços essenciais. Enquanto isso, no leste europeu, a natureza surpreende: o Mar Báltico, na Estônia, congelou a tal ponto que permitiu a abertura de uma estrada de gelo, conectando ilhas e desafiando as rotinas de transporte e mobilidade da região.</p>
<p> Investigação de abuso sexual na França: um apelo por justiça</p>
<p>A França se mobiliza em uma das mais delicadas investigações criminais recentes, que trouxe à tona alegações chocantes de abuso sexual contra um ex-professor. As autoridades judiciais francesas emitiram um pedido formal e urgente para que qualquer pessoa que possa ter sido vítima de Jacques Leveugle, de 79 anos, entre em contato. Este apelo visa ampliar o escopo da investigação e garantir que todas as evidências sejam coletadas, oferecendo voz e apoio às possíveis vítimas de um esquema de crimes que se estendeu por décadas e diversos territórios. A gravidade das acusações sublinha a importância da resposta institucional e da coragem individual para desvendar a extensão total desses delitos.</p>
<p> O caso Jacques Leveugle: crimes, confissões e o impacto global</p>
<p>Jacques Leveugle, um nome agora infame nas manchetes francesas e internacionais, foi detido em 2024, desencadeando uma profunda investigação que revela uma teia de crimes. Ele é acusado de ter estuprado e abusado sexualmente de chocantes 89 menores ao longo de um período de 35 anos, desde a década de 1980 até recentemente. A investigação aponta que os crimes não se restringiram à França, mas foram cometidos em vários países onde Leveugle ministrou aulas, aproveitando-se de sua posição de autoridade e confiança. A promotoria francesa revelou um dado ainda mais perturbador: durante os interrogatórios, Leveugle também confessou ter assassinado a própria mãe e a tia. Essas confissões adicionam uma camada de extrema brutalidade e complexidade ao caso, transformando-o em um dos mais horrendos processos criminais da história recente da França. O apelo público por vítimas busca não apenas fazer justiça às dezenas já identificadas, mas também identificar outras que possam ter sofrido em silêncio, em um esforço para mapear toda a extensão da atuação do agressor e oferecer reparação.</p>
<p> Cenário geopolítico em xeque: Israel, EUA e o acordo nuclear iraniano</p>
<p>O Oriente Médio continua a ser um barril de pólvora geopolítico, com o programa nuclear do Irã no centro de uma crescente tensão entre potências globais e regionais. A visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a Washington para um encontro de alto nível com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sublinhou a urgência da questão. O objetivo principal da reunião era exercer pressão para a renegociação ou imposição de um acordo nuclear significativamente mais rígido com o Irã, refletindo a profunda preocupação de Israel com a segurança regional e o que considera uma ameaça existencial vinda de Teerã. As conversas evidenciaram a complexidade das relações internacionais e o delicado equilíbrio entre a diplomacia e a demonstração de força.</p>
<p> A diplomacia sob pressão e as ameaças de escalada militar</p>
<p>Durante as discussões em Washington, o presidente Donald Trump, apesar de expressar sua preferência pela via diplomática para resolver a questão nuclear iraniana, não hesitou em reiterar a ameaça de uma ação militar caso as negociações falhem em produzir os resultados desejados pelos EUA e Israel. Em um claro sinal de advertência, Trump mencionou a possibilidade de enviar mais um porta-aviões para a região do Oriente Médio, uma medida que serviria como uma demonstração ostensiva de poder militar e capacidade de projeção de força. A postura, que oscila entre o diálogo e a intimidação, reflete a estratégia da Casa Branca de manter todas as opções sobre a mesa. A busca por um acordo mais rigoroso visa limitar drasticamente a capacidade nuclear do Irã e sua influência regional, mas as ameaças de escalada militar aumentam a apreensão global sobre as possíveis consequências de um impasse diplomático, levantando questões sobre a estabilidade de uma das regiões mais voláteis do mundo.</p>
<p> Crise energética em Cuba: sanções e seus reflexos na vida cotidiana</p>
<p>Cuba enfrenta um agravamento sem precedentes de sua crise energética, com impactos diretos e severos na vida de sua população e na infraestrutura do país. A ilha caribenha tem sido duramente atingida pela suspensão do fornecimento de querosene de aviação, um componente vital não apenas para a aviação comercial, mas também para diversas outras operações logísticas. A escassez de combustível gerou um efeito cascata que já se manifesta em voos internacionais, com companhias aéreas sendo forçadas a cancelar ou adaptar suas operações para contornar a falta de suprimentos. Esta situação precariza ainda mais um cenário econômico já fragilizado, aumentando a pressão sobre o governo e a população para encontrar soluções em meio a crescentes dificuldades.</p>
<p> A interrupção do fornecimento e o impacto nos serviços essenciais</p>
<p>A raiz da atual crise energética em Cuba remonta a uma combinação de fatores geopolíticos e econômicos. A interrupção do envio de petróleo da Venezuela, que por anos foi um parceiro energético crucial para a ilha, deixou um vácuo considerável no abastecimento. Para agravar o cenário, novas sanções impostas pelos Estados Unidos têm dificultado ainda mais a aquisição de combustível e outras commodities essenciais no mercado internacional, estrangulando as poucas fontes de receita e acesso a recursos que Cuba ainda possuía. O impacto da falta de combustível vai muito além da aviação, afetando diretamente o transporte público, que se torna cada vez mais escasso e ineficiente, e comprometendo a capacidade de operação de serviços essenciais como hospitais, escolas e a distribuição de alimentos. A crise não é apenas econômica, mas profundamente humanitária, testando a resiliência da nação e gerando preocupações sobre as condições básicas de vida dos cubanos diante de um futuro energético incerto e desafiador.</p>
<p> O fenômeno do Mar Báltico congelado: uma rota de gelo na Estônia</p>
<p>No extremo norte da Europa, a Estônia vivencia um fenômeno natural espetacular e de grande utilidade prática. O inverno rigoroso que assola a região fez com que vastas extensões do Mar Báltico congelassem solidamente, permitindo a formação de uma &#8220;estrada de gelo&#8221; natural. Este corredor temporário, com aproximadamente 17 quilômetros de extensão, estabeleceu uma conexão vital entre duas das ilhas do país, oferecendo uma alternativa ao transporte marítimo convencional, que muitas vezes é dificultado ou inviabilizado pelas condições climáticas extremas. A criação desta rota é um testemunho da força da natureza e da adaptabilidade humana diante de seus desafios.</p>
<p> Desafios e segurança em um inverno rigoroso</p>
<p>A estrada de gelo no Mar Báltico não é apenas uma curiosidade geográfica, mas uma infraestrutura temporária que exige rigorosos padrões de segurança. As autoridades estonianas emitiram alertas claros e veementes, enfatizando que apenas a rota oficialmente designada e monitorada é considerada segura para o tráfego de veículos. Apesar dos avisos, a tentação de criar atalhos leva alguns motoristas a se aventurar em caminhos improvisados sobre o gelo, uma prática extremamente perigosa devido à variação da espessura do gelo e aos riscos de rachaduras e afundamento. Este fenômeno, embora periódico em invernos particularmente frios, destaca a necessidade de prudência e respeito às condições naturais. A estrada de gelo representa uma ponte temporária crucial para as comunidades insulares, facilitando o transporte de pessoas e mercadorias, mas também serve como um lembrete vívido da fragilidade da vida em ambientes extremos e da importância de seguir as orientações de segurança para evitar tragédias.</p>
<p> Conclusão</p>
<p>Os eventos recentes destacam a complexidade e a diversidade dos desafios globais, abrangendo desde a busca por justiça em casos de abuso, a intrincada dança geopolítica em torno de acordos nucleares, até as crises humanitárias desencadeadas por sanções econômicas e os fenômenos naturais que transformam paisagens e rotinas. Cada notícia, em sua especificidade, revela a resiliência humana, a urgência da diplomacia e a inabalável força da natureza. A comunidade internacional permanece atenta, buscando soluções para dilemas que afetam milhões de vidas e moldam o futuro das relações entre nações e indivíduos.</p>
<p> Perguntas frequentes (FAQ)</p>
<p>1. Quantas vítimas estão sendo investigadas no caso do professor na França?<br />
A Justiça francesa investiga um caso que envolve 89 menores, supostamente abusados pelo professor Jacques Leveugle ao longo de 35 anos, em diversos países. As autoridades fizeram um apelo para que outras possíveis vítimas se apresentem e ajudem nas investigações.</p>
<p>2. Qual o principal objetivo da visita de Benjamin Netanyahu aos Estados Unidos?<br />
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, viajou a Washington para se reunir com o presidente Donald Trump, com o objetivo principal de pressionar por um acordo nuclear mais rigoroso e restritivo com o Irã, visando à segurança regional e à limitação do programa nuclear iraniano.</p>
<p>3. Quais são as causas da crise energética em Cuba?<br />
A crise energética em Cuba é agravada pela suspensão do fornecimento de querosene de aviação, resultado da interrupção do envio de petróleo da Venezuela e da imposição de novas sanções econômicas por parte dos Estados Unidos. Isso afeta desde voos internacionais até o transporte público e serviços essenciais na ilha.</p>
<p>4. O que é a estrada de gelo na Estônia e quão segura ela é?<br />
A estrada de gelo na Estônia é uma rota temporária de 17 quilômetros sobre o Mar Báltico congelado, que conecta ilhas e substitui o transporte marítimo no inverno rigoroso. As autoridades alertam que apenas a rota oficial é considerada segura, sendo perigoso e desaconselhado usar caminhos improvisados.</p>
<p>Mantenha-se informado sobre estes e outros desenvolvimentos globais, acompanhando fontes jornalísticas confiáveis para entender as nuances dos eventos que moldam nosso mundo.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p>
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		<title>Áudios inéditos revelam calma nas comunicações de pilotos antes da queda em</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2025 11:00:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A tragédia aérea ocorrida em Vinhedo, interior de São Paulo, em agosto de 2024, ganhou novos e intrigantes detalhes com a revelação de áudios inéditos. As gravações, tornadas públicas um ano após o acidente, capturam as últimas comunicações entre os pilotos da aeronave e o controle de tráfego aéreo minutos antes da queda fatal. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A tragédia aérea ocorrida em Vinhedo, interior de São Paulo, em agosto de 2024, ganhou novos e intrigantes detalhes com a revelação de áudios inéditos. As gravações, tornadas públicas um ano após o acidente, capturam as últimas comunicações entre os pilotos da aeronave e o controle de tráfego aéreo minutos antes da queda fatal. O conteúdo desses áudios choca ao revelar um diálogo rotineiro e tranquilo, sem qualquer indicação de pane ou emergência, contrastando drasticamente com os eventos catastróficos que se desenrolavam simultaneamente a bordo. Especialistas e o relatório preliminar da investigação apontam que, apesar da aparente normalidade externa, a aeronave enfrentava sérios problemas internos, especialmente relacionados à formação de gelo, o que comprometeu severamente seu desempenho.</p>
<p> Áudios inéditos e a ausência de alertas na comunicação externa</p>
<p>As conversas entre a tripulação e o controle de tráfego aéreo, obtidas a partir de diferentes frequências de comunicação, oferecem um panorama dos momentos finais antes do impacto. O surpreendente é a ausência total de qualquer sinal de pânico ou anormalidade nas vozes dos pilotos. A comunicação seguiu um padrão protocolar, típico de uma aproximação para pouso, sem que nenhuma falha fosse reportada aos controladores.</p>
<p> Os diálogos minuto a minuto com o controle de tráfego aéreo</p>
<p>A sequência de interações teve início às 13h14min21s, com uma instrução para mudança de frequência.<br />
   13h14min21s Controle: “Passaredo 2283, por gentileza, chame o controle de São Paulo na frequência 135,75 MHz”. Piloto: “135,75, vai chamar Passaredo 2283. Obrigado”.<br />
   13h14min36s (já na nova frequência) Piloto: “São Paulo, Passaredo 2283, informação Sierra” (referindo-se às informações meteorológicas).<br />
   13h14min40s Controle: “Passaredo 2283, confirme como recebe o controle”. Piloto: “Com eco, senhora”.<br />
   13h14min49s Controle: “Ok, Passaredo 2283, por gentileza retorne à frequência 120,925 MHz”. Piloto: “120,925 vai retornar”.<br />
   13h14min59s (de volta à frequência anterior) Piloto: “São Paulo, Passaredo 2283”. Controle: “Passaredo 2283, grata pela gentileza. Mantenha nível 170 ”. Piloto: “170 vai manter. Não por isso, senhora”.</p>
<p>Pouco depois, às 13h18min21s, o piloto informou estar no ponto ideal de descida, mas recebeu instrução para manter a altitude. O último áudio disponível, às 13h18min53s, registrava a instrução do controle para nova mudança de frequência, com a resposta habitual do piloto. Nesse exato momento, o painel da aeronave já indicava, pela primeira vez, um alerta de perda de velocidade, sem que isso fosse comunicado externamente.</p>
<p> O que as gravações não revelam imediatamente</p>
<p>É crucial notar que nem todas as comunicações da aeronave estão contidas nos áudios revelados. Os primeiros contatos com o Controle de Aproximação de São Paulo (APP-SP), por volta das 13h05, e as mensagens finais, a partir das 13h19min07s, quando os pilotos mudaram para uma terceira frequência, não foram divulgados nas gravações. No entanto, descrições dessas últimas mensagens, presentes no relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), também não apontam para qualquer indicação de emergência.</p>
<p> Alertas internos na cabine e o compromisso da aeronave</p>
<p>Enquanto a comunicação externa transcorria de forma tranquila, as informações recuperadas das caixas-pretas da aeronave, um ATR 72-500, contavam uma história bem diferente dentro da cabine. O relatório preliminar do Cenipa revelou que o acúmulo de gelo já vinha comprometendo o desempenho do avião, ativando uma série de alertas luminosos e sonoros que indicavam detecção de gelo e queda na velocidade.</p>
<p> Relatório preliminar do Cenipa e a detecção de gelo</p>
<p>O Cenipa, responsável pela investigação, tem focado na análise dos sistemas de degelo da aeronave e no desempenho técnico da tripulação. A formação de gelo é considerada um fator crítico, embora os investigadores ressaltem que acidentes aéreos raramente têm uma única causa. A linha de investigação sugere que o gelo, ao se acumular nas asas e outras superfícies, alterou a aerodinâmica e o peso da aeronave, dificultando seu controle.</p>
<p> A cronologia dos eventos: cabine versus torre de controle</p>
<p>O cruzamento das informações das caixas-pretas com os áudios externos revelou um descompasso alarmante entre o que era percebido dentro da cabine e o que era comunicado:<br />
   13h17min20s: O detector de gelo, que estava aceso, apagou-se. Simultaneamente, o copiloto solicitava informações à comissária para repassar ao despachante operacional.<br />
   13h17min32s: O aviso do detector de gelo reapareceu no painel. O comandante, neste momento, informava os passageiros sobre as condições e o horário previsto para o pouso.<br />
   13h18min41s: A aeronave desacelerou para 353 km/h, ativando o alerta “CRUISE SPEED LOW” com um tom sonoro, indicando que o gelo impedia a manutenção da velocidade programada. O copiloto terminava de repassar informações ao despacho operacional.<br />
   13h18min55s: Um alarme único soou na cabine. O comandante falava com o controle de tráfego aéreo.<br />
   13h19min28s: A velocidade caiu para 340 km/h, disparando o alerta “DEGRADED PERFORMANCE”, sinalizando desempenho comprometido devido à formação de gelo. Este alarme coincidiu com a troca de mensagens entre o controle e a tripulação.<br />
   13h20min00s: O copiloto comentou: “bastante gelo”. Cinco segundos depois, o sistema de degelo foi ligado.</p>
<p>Apesar da crescente severidade dos alertas internos, a comunicação externa permaneceu inabalável em sua rotina.</p>
<p> Contexto pré-acidente: avisos e condições climáticas</p>
<p>A situação de risco devido à formação de gelo não era um evento isolado. Outros pilotos já haviam reportado condições semelhantes na região, e até mesmo o copiloto do voo 2283 havia enfrentado turbulência e gelo em um voo anterior no mesmo dia.</p>
<p> Relatos de gelo de outros voos na região</p>
<p>Pelo menos três outras aeronaves alertaram o controle de tráfego aéreo de São Paulo sobre formação de gelo em horários próximos ao acidente:<br />
   13h15min (cerca de sete minutos antes da queda): A aeronave TAM 3361 reportou “Gelo moderado nível 190 próximo ao GR249”.<br />
   13h26min (quatro minutos após o acidente): O voo 2325 relatou “449 está pegando gelo desde EVRAL”.<br />
   13h27min (cinco minutos após o acidente): O controle avisou o Gol 7481 sobre gelo, que o piloto confirmou como “gelo leve”.</p>
<p>Esses relatos indicam que as condições para formação de gelo eram conhecidas e presentes na área de operação.</p>
<p> A experiência do copiloto em voo anterior</p>
<p>Horas antes do voo fatídico, o copiloto Humberto Alencar enviou um áudio à esposa relatando as condições do voo de ida para Cascavel. Na gravação, ele descreveu uma viagem com “90% turbulência, gelo. 90% do voo foi com o cinto atado, sinal luminoso de cintos atados”. A menção reitera o conhecimento da tripulação sobre as condições climáticas adversas e a presença de gelo.</p>
<p> A tragédia de Vinhedo e as investigações em curso</p>
<p>O acidente, que envolveu 58 passageiros e quatro tripulantes, culminou com a queda da aeronave em um condomínio residencial em Vinhedo. Milagrosamente, nenhum morador em solo ficou ferido, embora o impacto tenha atingido o quintal de uma residência.</p>
<p> Os últimos momentos da aeronave</p>
<p>O avião decolou às 11h58 e manteve um voo estável até cerca das 12h20, atingindo 5 mil metros de altitude às 12h23. Ele permaneceu nessa altitude até as 13h21, quando começou a perder altitude rapidamente, realizando uma curva brusca. Às 13h22, um minuto após o último registro de altitude estável, a aeronave estava a 1.250 metros, uma queda de 4 mil metros em apenas um minuto, a uma velocidade de 440 km/h, culminando na colisão com o solo às 13h22min30s.</p>
<p> A resposta da Voepass e o apoio às vítimas</p>
<p>A Voepass, companhia aérea responsável pelo voo 2283, expressou que a queda foi “o episódio mais difícil” de sua história. Em nota, a empresa manifestou solidariedade às famílias das vítimas, assegurando que mantém “suporte psicológico ativo” e apoia as homenagens realizadas. A Voepass reiterou seu compromisso com a segurança e a transparência nas investigações, destacando mais de 30 anos de operações sem acidentes prévios e o cumprimento rigoroso de padrões de segurança internacionais, incluindo a certificação IOSA e acompanhamento da ANAC. A companhia informou estar empenhada na resolução das questões indenizatórias e colaborando ativamente com as autoridades na apuração dos fatos.</p>
<p> Conclusão da análise</p>
<p>A análise dos áudios inéditos e dos dados da caixa-preta revela uma complexa dicotomia nos instantes que antecederam a queda do avião em Vinhedo. Enquanto a comunicação externa dos pilotos transmitia uma imagem de total normalidade e controle, os sistemas internos da aeronave sinalizavam insistentemente sobre o comprometimento do voo, especialmente pela formação de gelo. Essa discrepância levanta questões cruciais sobre a tomada de decisão da tripulação e a eficácia dos procedimentos em situações de risco silencioso. As investigações do Cenipa, que buscam compreender a interação entre os fatores meteorológicos, o desempenho da aeronave e as ações humanas, são fundamentais para desvendar as causas exatas dessa tragédia e aprimorar a segurança aérea. A comunidade aeronáutica e as famílias das vítimas aguardam o relatório final para obter respostas definitivas sobre o que realmente aconteceu naquele voo fatídico.</p>
<p> Perguntas Frequentes (FAQ)</p>
<p>1. O que os áudios inéditos revelaram sobre a queda do avião em Vinhedo?<br />
Os áudios revelaram que as comunicações entre os pilotos e o controle de tráfego aéreo, nos minutos que antecederam a queda, foram rotineiras e não indicaram qualquer tipo de emergência ou problema na aeronave. Os diálogos eram calmos e seguiam o protocolo padrão de comunicação aérea.</p>
<p>2. Havia alertas de emergência na cabine do avião antes da queda?<br />
Sim, o relatório preliminar do Cenipa, baseado nas caixas-pretas, mostrou que a cabine emitia alertas luminosos e sonoros relacionados à detecção de gelo e à perda de velocidade, mesmo enquanto os pilotos mantinham comunicações externas tranquilas e protocolares.</p>
<p>3. Qual a causa provável do acidente, segundo as investigações preliminares?<br />
Embora o relatório final ainda não tenha sido divulgado, as investigações preliminares do Cenipa indicam que a formação de gelo na aeronave foi um fator que comprometeu severamente o desempenho do avião. No entanto, os investigadores evitam apontar uma única causa, analisando também os sistemas de degelo e o desempenho da tripulação.</p>
<p>4. A Voepass se manifestou sobre o acidente?<br />
Sim, a Voepass emitiu notas lamentando a tragédia, a qual descreveu como o episódio mais difícil de sua história. A companhia expressou solidariedade às famílias das vítimas, destacou o apoio psicológico e logístico oferecido, e reafirmou seu compromisso com a segurança, a transparência na investigação e o cumprimento dos padrões regulatórios internacionais.</p>
<p>Para acompanhar as últimas atualizações sobre este e outros casos de investigação aeronáutica, inscreva-se em nossa newsletter e receba conteúdo exclusivo diretamente em seu e-mail.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://g1.globo.com" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://g1.globo.com</a></em></p>
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