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	<title>RACIAL &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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	<title>RACIAL &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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		<title>PF prende chileno por injúria racial e homofobia em voo internacional</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2026 01:42:55 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Federal (PF) efetuou a prisão preventiva de um cidadão chileno na última sexta-feira (15), após denúncias de injúria racial e homofobia em voo internacional. O incidente ocorreu durante uma viagem de Guarulhos, no Brasil, para Frankfurt, na Alemanha, em 10 de maio. Segundo relatos, o passageiro não apenas tentou abrir a porta da aeronave em pleno voo, mas também proferiu uma série de ofensas de cunho discriminatório contra um comissário de bordo após ser contido. A gravidade das acusações e a repercussão do caso levaram à rápida ação das autoridades e ao posicionamento firme de órgãos reguladores e da companhia aérea envolvida, sinalizando um endurecimento na fiscalização e punição de comportamentos inadequados a bordo.</p>
<p> O incidente e a ação policial</p>
<p> A cronologia dos fatos</p>
<p>O voo, que partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino a Frankfurt, na Alemanha, foi palco de um episódio chocante que culminou na prisão de um passageiro. No dia 10 de maio, em algum momento da travessia intercontinental, o cidadão chileno tentou, de forma alarmante, abrir uma das portas da aeronave. A tripulação agiu prontamente para contê-lo, garantindo a segurança de todos a bordo. Contudo, o que se seguiu à contenção foi uma série de ofensas graves e discriminatórias. O passageiro, em um surto de agressividade verbal, dirigiu-se a um comissário de bordo com comentários de teor racial e homofóbico. Ele expressou ter &#8220;problemas com pessoas homossexuais e negras&#8221;, reclamou do &#8220;cheiro&#8221; de negros e de brasileiros, e chegou a chamar um dos funcionários de &#8220;macaco&#8221;, imitando o animal de forma pejorativa. As cenas, parcialmente registradas em vídeo que circulou nas redes sociais, expuseram a hostilidade e o preconceito vivenciados pela tripulação.</p>
<p> A prisão preventiva e a investigação</p>
<p>Diante da gravidade dos atos, as vítimas formalizaram a denúncia junto à Polícia Federal. A corporação agiu rapidamente, resultando na prisão preventiva do suspeito no dia 15 de maio. A medida cautelar é crucial em casos onde há indícios de crimes graves e a necessidade de garantir a ordem pública e o bom andamento da investigação. O homem agora é alvo de um inquérito que apurará as responsabilidades pelos crimes de injúria racial e homofobia. Em território brasileiro, tais delitos são considerados crimes de ódio, com punições que podem incluir reclusão, além de multas. A investigação da PF buscará reunir todas as provas, incluindo depoimentos de testemunhas e o material em vídeo, para que o caso seja devidamente julgado e o responsável, se condenado, receba a sanção legal apropriada.</p>
<p> As reações e as novas diretrizes</p>
<p> O posicionamento da Latam</p>
<p>A Latam, companhia aérea responsável pelo voo, manifestou-se por meio de nota oficial, repudiando veementemente qualquer forma de discriminação e violência a bordo de suas aeronaves. A empresa enfatizou sua total colaboração com as investigações conduzidas pela Polícia Federal, fornecendo todas as informações e o suporte necessário às autoridades. Além do apoio à investigação, a Latam afirmou que está prestando acolhimento psicológico e suporte jurídico ao funcionário que foi vítima da agressão verbal. Essa postura reforça o compromisso da companhia com o bem-estar de seus colaboradores e com a promoção de um ambiente de respeito e segurança, não tolerando comportamentos que violem a dignidade humana. O caso sublinha a responsabilidade das companhias aéreas em proteger tanto passageiros quanto sua equipe de incidentes como este.</p>
<p> Anac e o endurecimento das regras</p>
<p>A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também se pronunciou sobre o ocorrido, classificando as atitudes discriminatórias e agressivas dirigidas à tripulação como &#8220;inadmissíveis&#8221;. A agência ressaltou a importância de preservar a segurança, o respeito mútuo e a integridade física e emocional de passageiros e profissionais, especialmente em um ambiente operacional tão crítico como o de uma aeronave. Como resposta a incidentes como este e a outros casos de passageiros indisciplinados, a Anac anunciou um endurecimento significativo das regras. A partir de 14 de setembro, novas diretrizes entrarão em vigor, permitindo que casos como o do passageiro chileno sejam enquadrados na categoria &#8220;gravíssima&#8221;. Essa classificação acarretará a aplicação de multa de R$ 17,5 mil e, o que é ainda mais impactante, a inclusão do passageiro em uma lista de impedimento de embarque, efetivamente proibindo-o de voar no Brasil por um período determinado.</p>
<p> Consequências legais e sociais</p>
<p> A gravidade dos crimes de ódio</p>
<p>O incidente no voo internacional evidencia a persistência e a gravidade dos crimes de ódio na sociedade contemporânea. Injúria racial e homofobia não são meras ofensas, mas violações da dignidade humana, que causam profundo impacto psicológico nas vítimas e minam os esforços por uma convivência mais justa e equitativa. A legislação brasileira, alinhada com os princípios internacionais de direitos humanos, classifica esses atos como crimes, buscando coibir a discriminação e promover a igualdade. A ação rápida da Polícia Federal neste caso reforça a mensagem de que tais comportamentos não serão tolerados e serão punidos conforme a lei. A repercussão do ocorrido serve como um lembrete contundente da importância de combater o preconceito em todas as suas formas e em todos os ambientes, inclusive em espaços de circulação pública como aeronaves.</p>
<p> Precedente e a mensagem para passageiros</p>
<p>Este caso de injúria racial e homofobia em voo estabelece um importante precedente para a aviação civil e para a sociedade em geral. A prisão e a investigação do passageiro chileno, juntamente com o endurecimento das regras pela Anac, enviam uma mensagem clara: atos de discriminação e indisciplina a bordo terão sérias consequências. Não se trata apenas de multas ou processos criminais, mas também da possibilidade de ser proibido de voar. Tal medida visa garantir que o ambiente aéreo permaneça seguro e respeitoso para todos, passageiros e tripulantes. É um passo crucial para dissuadir comportamentos inadequados e para proteger a integridade de quem trabalha e viaja, reforçando que o espaço aéreo não é um vácuo de leis ou de civilidade.</p>
<p> Perguntas frequentes</p>
<p>Quais são as acusações exatas contra o passageiro chileno?<br />
O passageiro chileno foi preso sob a acusação de injúria racial e homofobia, crimes que foram proferidos contra um comissário de bordo durante um voo internacional.</p>
<p>Como a Latam reagiu ao incidente?<br />
A Latam informou que repudia qualquer prática discriminatória e violenta, colabora com a investigação da Polícia Federal e oferece acolhimento psicológico e suporte jurídico ao funcionário vítima do incidente.</p>
<p>Quais são as novas regras da Anac para passageiros indisciplinados e quando elas entram em vigor?<br />
A partir de 14 de setembro, a Anac implementará regras mais duras, classificando casos como este na categoria &#8220;gravíssima&#8221;. As punições incluem multa de R$ 17,5 mil e a inclusão do passageiro em uma lista de impedimento de embarque.</p>
<p>Qual a pena prevista para crimes de injúria racial e homofobia no Brasil?<br />
No Brasil, a injúria racial e a homofobia são crimes previstos em lei. A injúria racial pode resultar em pena de reclusão de um a três anos e multa. Em relação à homofobia, o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero ao crime de racismo, aplicando-se as mesmas penas, que podem variar dependendo da natureza exata da conduta.</p>
<p>Mantenha-se informado sobre seus direitos e deveres como passageiro. Se presenciar ou for vítima de discriminação, denuncie e ajude a construir um ambiente de aviação mais seguro e respeitoso para todos.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p>
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		<title>Plataforma ODS Racial monitora desigualdade no Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 17:00:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil dá um passo significativo na luta contra a desigualdade racial com o lançamento da Plataforma ODS Racial, uma ferramenta inovadora desenvolvida para monitorar indicadores de equidade em todo o território nacional. Idealizada em uma colaboração estratégica entre o Ministério da Igualdade Racial e o Laboratório de Estudos em Modelagem Aplicada (LEMA) da Universidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil dá um passo significativo na luta contra a desigualdade racial com o lançamento da Plataforma ODS Racial, uma ferramenta inovadora desenvolvida para monitorar indicadores de equidade em todo o território nacional. Idealizada em uma colaboração estratégica entre o Ministério da Igualdade Racial e o Laboratório de Estudos em Modelagem Aplicada (LEMA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), esta iniciativa representa um avanço sem precedentes. Seu objetivo principal é oferecer uma visão clara e objetiva de como as desigualdades raciais se manifestam e impactam os diversos setores da sociedade, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A plataforma, que conta com um vasto acervo de dados, promete se tornar um recurso indispensável para a formulação de políticas públicas mais eficazes.</p>
<p> A gênese e o mecanismo de uma ferramenta estratégica</p>
<p> Inovação no monitoramento social<br />
A criação da Plataforma ODS Racial é um marco para a análise e o combate às desigualdades no Brasil. Até então, havia uma lacuna na capacidade de monitorar de forma integrada e contínua a dimensão racial dos indicadores de desenvolvimento. O ineditismo da plataforma reside precisamente em sua capacidade de preencher essa lacuna, fornecendo uma base robusta para a compreensão das disparidades raciais que permeiam diferentes áreas da vida social, econômica e ambiental do país.</p>
<p>O desenvolvimento da plataforma é fruto de um trabalho colaborativo que une o conhecimento técnico-científico do LEMA/UFPB com a expertise e a visão estratégica do Ministério da Igualdade Racial. Essa parceria assegura que a ferramenta não apenas seja tecnicamente sofisticada, mas também socialmente relevante e alinhada às necessidades reais da população brasileira. A metodologia aplicada pelo LEMA na modelagem e organização dos dados garante a precisão e a confiabilidade das informações, elementos cruciais para qualquer iniciativa de monitoramento que aspire a informar políticas públicas e ações sociais. A interface intuitiva da plataforma permite que usuários de diferentes perfis – de pesquisadores a cidadãos comuns – possam navegar e extrair informações valenciais, democratizando o acesso a dados complexos e incentivando a participação cívica na discussão sobre igualdade racial.</p>
<p> Estrutura de dados abrangente e transparente<br />
A Plataforma ODS Racial se destaca pela sua impressionante capacidade de agregação e análise de dados. Com mais de 90 indicadores cuidadosamente selecionados e alimentada por mais de 20 bases de dados distintas, a ferramenta oferece um panorama detalhado e multifacetado das condições de vida dos diferentes grupos raciais no Brasil. Esses indicadores abrangem áreas críticas como educação, saúde, renda, mercado de trabalho, moradia, saneamento básico, acesso à justiça, e participação política, permitindo uma análise transversal e aprofundada da desigualdade racial.</p>
<p>A premissa da plataforma é baseada na transparência e no acesso público à informação. Todos os dados são abertos e podem ser acessados livremente através do endereço lema.ufpb.br/odsr. Essa abertura é fundamental para que a sociedade civil, pesquisadores, formuladores de políticas e ativistas possam utilizar as informações para embasar suas ações, estudos e propostas. Além disso, a atualização contínua dos dados é um diferencial importante. Isso significa que a plataforma não oferece apenas um instantâneo do passado, mas sim um retrato dinâmico e em constante evolução da situação da igualdade racial no país, permitindo o acompanhamento de tendências, a identificação de áreas de progresso e a detecção de novos desafios em tempo real. A capacidade de explorar dados por localidade, desde grandes metrópoles até pequenas comunidades, e de construir tabelas de estudo e análise customizadas, confere à plataforma uma flexibilidade e utilidade ímpares para uma vasta gama de aplicações.</p>
<p> Impacto e aplicações da ferramenta para o futuro</p>
<p> Alinhamento com a Agenda 2030 da ONU<br />
A Plataforma ODS Racial não é apenas uma ferramenta nacional, mas um instrumento que reforça o compromisso do Brasil com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um chamado global para a ação, buscando erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir a paz e a prosperidade para todos. A igualdade racial, embora explicitamente mencionada no ODS 10 (Redução das Desigualdades), é um tema transversal que permeia e influencia a consecução de todos os 17 ODS.</p>
<p>Ao monitorar as desigualdades raciais em relação a cada um dos ODS, a plataforma evidencia como a raça é um fator determinante para o acesso e a qualidade de vida. Por exemplo, a Plataforma ODS Racial pode revelar como as populações negras e indígenas são desproporcionalmente afetadas pela pobreza (ODS 1), têm menor acesso à educação de qualidade (ODS 4), enfrentam maiores barreiras no mercado de trabalho digno (ODS 8), ou sofrem mais com a falta de saneamento (ODS 6). Ao tornar essas intersecções visíveis, a ferramenta não só qualifica o debate sobre a desigualdade, mas também impulsiona a criação de estratégias mais focadas e eficazes para que o Brasil cumpra suas metas na Agenda 2030, garantindo que &#8220;ninguém seja deixado para trás&#8221; – um princípio central dos ODS. A capacidade de identificar essas lacunas raciais nos permite compreender as nuances e as prioridades regionais, fortalecendo a governança e a responsabilidade social.</p>
<p> Potencial para pesquisa e políticas públicas<br />
A Plataforma ODS Racial está posicionada para se tornar uma referência indispensável no monitoramento social com foco na redução das desigualdades raciais no Brasil. Seu público-alvo é amplo e diversificado, incluindo pesquisadores, formuladores de políticas públicas e ativistas. Para pesquisadores, a ferramenta oferece um repositório de dados robusto e continuamente atualizado, permitindo o desenvolvimento de estudos aprofundados sobre a dinâmica das desigualdades raciais, a elaboração de teses, artigos e relatórios que contribuam para o conhecimento científico e social. A possibilidade de explorar dados por localidade brasileira a partir da representatividade racial, ou a construção de tabelas personalizadas para análise, abre um leque de oportunidades para investigações acadêmicas inovadoras.</p>
<p>Para os formuladores de políticas, a plataforma é um recurso vital para o planejamento, a implementação e a avaliação de programas e projetos governamentais. Ao ter acesso a dados precisos e desagregados por raça, os gestores públicos podem identificar as comunidades mais vulneráveis, alocar recursos de forma mais equitativa e desenvolver políticas públicas que de fato atendam às necessidades específicas de cada grupo racial. A transparência dos dados também fomenta a responsabilização e a governança participativa, uma vez que o impacto das políticas pode ser monitorado de perto. Já para os ativistas e organizações da sociedade civil, a Plataforma ODS Racial oferece a munição necessária para a defesa de direitos, a mobilização social e a cobrança por justiça e equidade. Com dados concretos em mãos, é possível argumentar de forma mais contundente, influenciar o debate público e pressionar por mudanças estruturais que visem à superação do racismo e suas consequências.</p>
<p> Conclusão<br />
A Plataforma ODS Racial representa um avanço estratégico e essencial na promoção da igualdade e no combate ao racismo estrutural no Brasil. Ao fornecer um mecanismo de monitoramento inédito, abrangente e transparente, ela capacita diversos setores da sociedade – da academia ao governo, da sociedade civil ao cidadão comum – a compreender as complexidades das desigualdades raciais e a agir de forma informada e eficaz. Esta ferramenta não apenas cumpre um papel fundamental na responsabilização e na governança, mas também fortalece o compromisso do país com a Agenda 2030 da ONU, pavimentando o caminho para um futuro mais justo, inclusivo e equitativo para todos os brasileiros. Sua existência é um testemunho da crescente conscientização sobre a importância da equidade racial como pilar de um desenvolvimento sustentável e verdadeiramente humano.</p>
<p> FAQ</p>
<p> O que é a Plataforma ODS Racial?<br />
É uma ferramenta inédita de monitoramento social, desenvolvida pelo Laboratório de Estudos em Modelagem Aplicada (LEMA) da Universidade Federal da Paraíba e lançada pelo Ministério da Igualdade Racial. Ela rastreia e apresenta indicadores de igualdade racial no Brasil, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, mostrando como as desigualdades raciais permeiam esses objetivos.</p>
<p> Quem pode acessar a Plataforma ODS Racial e como?<br />
A Plataforma ODS Racial é de acesso público e gratuito, disponível para qualquer cidadão, pesquisador, formulador de políticas ou ativista interessado em dados sobre desigualdade racial no Brasil. Ela pode ser acessada diretamente pelo endereço eletrônico lema.ufpb.br/odsr.</p>
<p> Qual a importância da Plataforma para o combate à desigualdade racial no Brasil?<br />
A plataforma é crucial porque oferece uma base de dados robusta e atualizada para entender e combater a desigualdade racial. Ela permite identificar as áreas onde as disparidades são mais acentuadas, subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficazes e específicas, e capacitar a sociedade civil </p>
<p> Como a Plataforma ODS Racial se relaciona com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU?<br />
A plataforma analisa a interseção das desigualdades raciais com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU. Ela mostra, por exemplo, como a raça influencia o acesso à educação, saúde, emprego e erradicação da pobreza, revelando os desafios específicos que diferentes grupos raciais enfrentam para alcançar as metas de desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Aprofunde-se nos dados e contribua para um Brasil mais equitativo. Explore a Plataforma ODS Racial e descubra como as desigualdades raciais moldam a realidade do país.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p>
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		<title>Justiça manda soltar turista argentina acusada de injúria racial</title>
		<link>https://jornaldigitaldaregiaooeste.life/justica-manda-soltar-turista-argentina-acusada-de-injuria-racial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Feb 2026 20:02:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A justiça do Rio de Janeiro revogou, no final da tarde da última sexta-feira (6), a prisão preventiva da advogada e influenciadora argentina Agostina Paez, implicada em um caso de injúria racial. Paez havia sido acusada de cometer ofensas de cunho discriminatório contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, zona sul da capital fluminense, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A justiça do Rio de Janeiro revogou, no final da tarde da última sexta-feira (6), a prisão preventiva da advogada e influenciadora argentina Agostina Paez, implicada em um caso de injúria racial. Paez havia sido acusada de cometer ofensas de cunho discriminatório contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, zona sul da capital fluminense, no dia 14 de janeiro. A decisão judicial resultou na liberação da turista argentina da delegacia na noite do mesmo dia, após sua detenção pela manhã. O caso, que ganhou repercussão nacional e internacional, levanta discussões importantes sobre a aplicação da lei em crimes de preconceito e a dinâmica do sistema judiciário brasileiro. Agostina Paez, que já cumpria medidas cautelares, agora aguardará o andamento do processo em liberdade, sob os olhos atentos da sociedade e da justiça.</p>
<p> A revogação da prisão preventiva e os desdobramentos judiciais</p>
<p> O dia da prisão e a liberação<br />
Agostina Paez foi detida na manhã de sexta-feira, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 37ª Vara Criminal da capital. A localização da advogada e influenciadora ocorreu em um apartamento alugado na Vargem Pequena, zona oeste do Rio de Janeiro, onde residia desde o incidente. Após ser conduzida à delegacia, Paez permaneceu sob custódia até o final da tarde, quando a decisão judicial de revogação de sua prisão preventiva foi emitida. Sua liberação efetiva da unidade policial ocorreu à noite, marcando uma reviravolta no caso que havia imposto uma série de restrições à sua liberdade desde a denúncia. A notícia da soltura gerou diversas reações e reacendeu o debate sobre a interpretação da legislação em casos de injúria racial.</p>
<p> Sigilo e informações oficiais<br />
O processo envolvendo Agostina Paez tramita sob segredo de justiça, o que impõe limitações significativas à divulgação de detalhes específicos sobre as investigações e decisões judiciais. A assessoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em conformidade com essa determinação, restringiu suas informações ao essencial, comunicando apenas que &#8220;a ordem de prisão preventiva foi revogada pelo juízo de primeira instância&#8221;. Este sigilo visa proteger a intimidade das partes envolvidas e garantir a integridade da apuração dos fatos, embora por vezes limite a transparência pública sobre os fundamentos das decisões. A falta de detalhes adicionais por parte das autoridades judiciárias sublinha a complexidade do caso e a necessidade de aguardar os próximos passos processuais para uma compreensão completa do desfecho final.</p>
<p> A denúncia de injúria racial: detalhes do incidente</p>
<p> O episódio no bar de Ipanema<br />
O cerne da acusação contra Agostina Paez remonta ao dia 14 de janeiro, em um bar localizado no bairro de Ipanema. Conforme relatado por uma das vítimas à delegacia, o incidente teve início durante uma discussão envolvendo o pagamento da conta do estabelecimento. Nesse contexto, a turista argentina teria proferido xingamentos de cunho racial contra os funcionários. A natureza exata da disputa sobre a conta não foi detalhada, mas serviu como catalisador para as ofensas que, segundo a denúncia, ultrapassaram os limites de uma simples altercação. Este momento crucial marcou o início de uma investigação que culminou na prisão preventiva e, posteriormente, na sua revogação.</p>
<p> As provas e a investigação<br />
A gravidade da situação foi amplificada pelas ações atribuídas à turista argentina no momento da discussão. Foi apurado que Paez, além de apontar o dedo para um dos trabalhadores, utilizou a palavra &#8220;mono&#8221;, que significa macaco em espanhol, acompanhada de imitações de gestos e reprodução de sons do animal. As condutas criminosas foram registradas em vídeo pela própria vítima, material que se tornou peça chave na investigação. A autenticidade e relevância dessas imagens foram corroboradas após análise das filmagens das câmeras de segurança do estabelecimento. Ao longo da apuração, a Polícia Civil ouviu testemunhas e reuniu outros elementos probatórios, que permitiram esclarecer de forma abrangente a dinâmica dos fatos e fortalecer o indiciamento por injúria racial.</p>
<p> Medidas cautelares anteriores<br />
Antes da decretação da prisão preventiva, a Justiça do Rio já havia imposto uma série de medidas cautelares à Agostina Paez, a pedido do Ministério Público. Essas medidas incluíam a proibição de deixar o país, a retenção de seu passaporte e a determinação para o uso de tornozeleira eletrônica, visando evitar a fuga e garantir sua presença para os atos processuais. Na quinta-feira, véspera de sua prisão, Paez chegou a fazer uma publicação em seu perfil no Instagram, expressando seu desespero e medo ao receber a notificação de prisão por perigo de fuga, confirmando que já utilizava a tornozeleira eletrônica e estava à disposição das autoridades. Essa série de restrições demonstrava a seriedade com que o caso vinha sendo tratado pelas autoridades judiciais antes da decisão mais drástica de prisão.</p>
<p> A versão da defesa<br />
Durante o andamento do processo, a denunciada, Agostina Paez, apresentou sua própria versão dos acontecimentos em Ipanema. Conforme consta na ação, a defesa da turista argentina alega que os gestos e sons supostamente ofensivos teriam sido &#8220;meras brincadeiras dirigidas às amigas&#8221; e não teriam a intenção de ofender ou denegrir racialmente os funcionários do bar. Esta linha de argumentação busca descaracterizar a intenção dolosa de injúria racial, transformando o incidente em um mal-entendido ou uma conduta inapropriada, mas sem o elemento de discriminação previsto na lei. A versão apresentada pela denunciada será fundamental na fase de instrução processual para a análise do juízo e confronto com as provas apresentadas pela acusação.</p>
<p> A tipificação do crime e suas implicações</p>
<p> Entendendo a injúria racial<br />
O crime de injúria racial, no Brasil, está previsto no artigo 2º-A, caput, da Lei nº 7.716/89, conhecida como a Lei dos Crimes Raciais. É fundamental distinguir injúria racial de racismo, embora ambos crimes combatam a discriminação. Enquanto o racismo atinge a coletividade e é imprescritível e inafiançável, a injúria racial ocorre quando há ofensa à honra subjetiva de uma pessoa, utilizando elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem para discriminá-la. No caso em questão, a utilização da palavra &#8220;mono&#8221; e a imitação de gestos e sons de macaco contra os funcionários se enquadram na definição de injúria racial, por terem sido direcionadas diretamente às vítimas, maculando sua honra individual com base em preconceito.</p>
<p> Penalidades<br />
A legislação brasileira, ao tipificar a injúria racial, prevê penalidades severas para os infratores. O artigo 2º-A, caput, da Lei nº 7.716/89 estabelece uma pena de prisão que varia de dois a cinco anos, além de multa. Essa pena reflete a crescente preocupação do legislador e da sociedade com a necessidade de combater de forma rigorosa as manifestações de preconceito e discriminação, especialmente aquelas de cunho racial. A imposição de uma pena de reclusão demonstra que o crime de injúria racial não é mais tratado como uma ofensa menor, mas sim como uma grave violação dos direitos humanos e da dignidade da pessoa. A decisão de manter ou não a prisão preventiva leva em consideração diversos fatores processuais, mas a gravidade da pena serve de alerta para a seriedade do delito.</p>
<p> O caso continua em andamento</p>
<p>A revogação da prisão preventiva de Agostina Paez não representa o encerramento do processo legal, mas sim uma mudança nas condições sob as quais a acusada responderá perante a justiça. A advogada argentina agora aguardará em liberdade o desenrolar das etapas processuais, que incluem a instrução, a apresentação de provas e a defesa de ambas as partes. Este caso sublinha a complexidade da aplicação da lei em crimes de injúria racial, especialmente quando há nuances sobre a intenção e a interpretação das condutas. A sociedade permanece atenta aos desdobramentos, esperando que a justiça seja feita, reafirmando o compromisso do Brasil com a proteção da dignidade humana e o combate incessante a qualquer forma de discriminação.</p>
<p> Perguntas frequentes</p>
<p> Por que a prisão preventiva da turista argentina foi revogada?<br />
A decisão de revogar a prisão preventiva foi tomada pelo juízo de primeira instância, mas os detalhes exatos não foram divulgados devido ao segredo de justiça. Geralmente, prisões preventivas são revogadas quando o juiz entende que os requisitos para a medida, como o risco de fuga ou a obstrução da justiça, não persistem mais ou quando outras medidas cautelares são consideradas suficientes.</p>
<p> Quais foram as acusações específicas contra Agostina Paez?<br />
Agostina Paez foi acusada de injúria racial após, supostamente, utilizar a palavra &#8220;mono&#8221; (macaco em espanhol), imitar gestos e reproduzir sons de animais contra funcionários de um bar em Ipanema, durante uma discussão sobre o pagamento da conta.</p>
<p> O que significa &#8220;injúria racial&#8221; sob a legislação brasileira?<br />
Injúria racial é o crime de ofender a honra subjetiva de uma pessoa, utilizando elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. É diferente do racismo, que é uma ofensa contra a coletividade. No Brasil, é crime com pena de prisão de dois a cinco anos.</p>
<p> O processo contra a turista argentina foi encerrado com sua soltura?<br />
Não, a soltura de Agostina Paez revoga apenas a prisão preventiva. O processo legal por injúria racial continua em andamento, e ela responderá em liberdade às próximas fases, até que haja uma sentença final.</p>
<p>Mantenha-se informado sobre este e outros casos de repercussão na justiça. Siga nosso portal para atualizações diárias e análises aprofundadas.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p>
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		<title>Organizações negras criticam falta de diálogo com o Ministério da Igualdade Racial</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 01:03:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A ausência de um diálogo institucional robusto entre o Ministério da Igualdade Racial e entidades da sociedade civil, incluindo veículos de comunicação dedicados à pauta racial, gerou um manifesto formal de preocupação. Organizações influentes do movimento negro e da imprensa especializada enviaram uma carta à pasta, expressando descontentamento com o que descrevem como uma carência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ausência de um diálogo institucional robusto entre o Ministério da Igualdade Racial e entidades da sociedade civil, incluindo veículos de comunicação dedicados à pauta racial, gerou um manifesto formal de preocupação. Organizações influentes do movimento negro e da imprensa especializada enviaram uma carta à pasta, expressando descontentamento com o que descrevem como uma carência de comunicação e engajamento. A iniciativa ressalta a importância vital da interlocução contínua entre o poder público e as vozes da sociedade civil para a construção de políticas públicas eficazes e representativas. A reivindicação por um diálogo mais estruturado e transparente sublinha a expectativa de que o Ministério da Igualdade Racial atue como um articulador fundamental das demandas e propostas que emanam das comunidades e militâncias.</p>
<p> O alerta da sociedade civil sobre o diálogo institucional</p>
<p>A missiva enviada ao Ministério da Igualdade Racial por um coletivo de organizações da sociedade civil e veículos de imprensa dedicados à pauta racial ecoa uma preocupação crescente: a percepção de uma lacuna significativa nos canais de comunicação e participação. Para essas entidades, a &#8220;falta de diálogo institucional&#8221; não se resume à ausência de reuniões ou encontros esporádicos. Ela aponta para uma falha sistêmica em estabelecer mecanismos de escuta ativa e incorporação das demandas e expertise que essas organizações, muitas vezes pioneiras e profundamente engajadas, possuem.</p>
<p> As queixas detalhadas na carta</p>
<p>Na carta, o teor das queixas detalha que, apesar da relevância inquestionável do Ministério da Igualdade Racial na estrutura governamental, a articulação com a base da sociedade civil e com a imprensa negra tem sido insatisfatória. Essas organizações representam uma diversidade de vozes, experiências e conhecimentos acumulados ao longo de décadas de luta contra o racismo e pela promoção da igualdade. A dificuldade em apresentar propostas, ter suas análises consideradas e participar ativamente da formulação de políticas públicas gera um sentimento de desaproveitamento e até de invisibilidade.</p>
<p>A insatisfação reside na percepção de que a pasta não tem explorado adequadamente o potencial de colaboração existente. Sem um diálogo contínuo e estruturado, há o risco de que as políticas desenvolvidas pelo ministério se afastem das realidades e necessidades prementes das comunidades negras, comprometendo sua eficácia e legitimidade. A carta, portanto, é um chamado urgente para que o Ministério da Igualdade Racial reavalie suas estratégias de comunicação e abra canais mais robustos e democráticos para a participação social, honrando o compromisso de construir um país mais equânime com a contribuição de todos.</p>
<p> O papel do Ministério da Igualdade Racial e a expectativa de engajamento</p>
<p>O Ministério da Igualdade Racial, estabelecido com o propósito fundamental de combater o racismo e promover a equidade no Brasil, detém uma responsabilidade imensa. Sua atuação é crucial para reverter séculos de desigualdades e discriminação que afetam profundamente a população negra. Dada a complexidade e a profundidade histórica das questões raciais no país, o sucesso do ministério depende intrinsecamente de sua capacidade de se conectar e dialogar com os atores sociais que militam na linha de frente dessa agenda.</p>
<p> A missão da pasta e a necessidade de escuta ativa</p>
<p>A missão do Ministério da Igualdade Racial vai além da formulação de leis ou programas; ela implica na construção de uma nova cultura política e social. Para isso, a escuta ativa e a participação genuína da sociedade civil não são meros adereços democráticos, mas pilares essenciais. As organizações e veículos de comunicação especializados em temas raciais possuem um conhecimento profundo das nuances do racismo estrutural, das demandas específicas de diferentes comunidades negras e das melhores práticas para enfrentar essas questões. A ausência desse diálogo pode levar à criação de políticas &#8220;de cima para baixo&#8221;, que, embora bem-intencionadas, podem falhar em abordar as raízes dos problemas ou em oferecer soluções realmente impactantes para o público-alvo.</p>
<p>A expectativa da sociedade civil é que o Ministério da Igualdade Racial seja um espaço de convergência, um catalisador de ideias e um parceiro estratégico. Ao invés de uma via de mão única, o diálogo com o ministério deveria ser um processo colaborativo, onde as experiências vividas e a expertise técnica das organizações sejam valorizadas e incorporadas ao processo decisório. Ignorar essa riqueza de conhecimento e engajamento não apenas enfraquece a legitimidade das ações ministeriais, mas também perde a oportunidade de construir soluções mais inovadoras, inclusivas e duradouras para os desafios da igualdade racial no Brasil.</p>
<p> Consequências da ausência de interlocução</p>
<p>A falta de um diálogo efetivo entre o Ministério da Igualdade Racial e as organizações da sociedade civil e veículos de comunicação especializados pode acarretar uma série de consequências negativas, minando os esforços para promover a equidade racial no país. Primeiramente, as políticas públicas formuladas sem uma escuta atenta das bases correm o risco de serem inadequadas ou ineficazes, pois podem não refletir as reais necessidades e prioridades das comunidades que buscam auxiliar. Isso leva a um desperdício de recursos e, mais grave, à perpetuação de lacunas históricas.</p>
<p>Além disso, a ausência de interlocução gera desconfiança e alienação. A sociedade civil, que historicamente tem sido a principal voz na luta antirracista, pode sentir-se marginalizada e desmotivada a colaborar, comprometendo a mobilização social necessária para a implementação e o sucesso de qualquer iniciativa governamental. Essa desconfiança pode, inclusive, fragilizar a imagem e a legitimidade do próprio ministério perante a população que deveria servir. Perdem-se também oportunidades valiosas para o desenvolvimento de soluções inovadoras, baseadas na experiência prática e no conhecimento especializado de quem vivencia diariamente as questões raciais. A colaboração é um motor de inovação, e a sua ausência resulta em um processo decisório menos rico e diversificado. Em última análise, a não priorização do diálogo compromete os princípios de transparência e participação social, fundamentais para uma governança democrática e para a construção de um país mais justo e igualitário para todos.</p>
<p> Perguntas frequentes sobre o diálogo com o Ministério da Igualdade Racial</p>
<p>O que motivou a carta enviada ao Ministério da Igualdade Racial?<br />
A carta foi motivada pela percepção de organizações da sociedade civil e veículos de comunicação especializados em temas raciais de uma ausência de diálogo institucional efetivo com a pasta. Eles expressaram que suas contribuições e a necessidade de canais formais de comunicação não estão sendo devidamente atendidas, gerando preocupação com a formulação de políticas públicas.</p>
<p>Quais organizações estão envolvidas nessa manifestação?<br />
A manifestação partiu de um coletivo de organizações da sociedade civil e veículos de comunicação dedicados à cobertura e atuação em temas relacionados à igualdade racial no Brasil, buscando representar a voz de diversas comunidades e especialistas no campo.</p>
<p>Por que o diálogo com a sociedade civil é crucial para o Ministério da Igualdade Racial?<br />
O diálogo é crucial porque a sociedade civil, especialmente as organizações especializadas, possui expertise, vivência e representatividade que são insumos indispensáveis para a formulação, implementação e avaliação de políticas públicas eficazes no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial. A participação social garante que as políticas estejam alinhadas às reais necessidades e demandas das populações impactadas e tenham maior legitimidade e sucesso.</p>
<p>Mantenha-se informado sobre os desdobramentos dessa importante pauta e o acompanhamento das relações entre o governo e a sociedade civil na construção de um Brasil mais justo e igualitário.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://redir.folha.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://redir.folha.com.br</a></em></p>
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		<title>Câmara aprova fundo nacional para igualdade racial; texto segue para plenário</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2025 21:01:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma comissão especial da Câmara dos Deputados deu sinal verde para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 27/24, que visa criar o Fundo Nacional da Igualdade Racial. A aprovação, ocorrida nesta quarta-feira (3), representa um avanço significativo para a medida, que agora aguarda votação no plenário da Câmara. O fundo tem como objetivo principal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma comissão especial da Câmara dos Deputados deu sinal verde para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 27/24, que visa criar o Fundo Nacional da Igualdade Racial. A aprovação, ocorrida nesta quarta-feira (3), representa um avanço significativo para a medida, que agora aguarda votação no plenário da Câmara.</p>
<p>O fundo tem como objetivo principal financiar projetos culturais, sociais e econômicos voltados para a população negra, buscando corrigir desvantagens históricas que dificultaram o acesso dessa população aos meios de produção e à participação econômica em condições justas.</p>
<p>A proposta estabelece diversas fontes de recursos para o fundo, incluindo multas aplicadas por atos de discriminação racial e condenações por crimes resultantes de preconceito de raça ou cor. Adicionalmente, indenizações cobradas de empresas que lucraram com a escravidão no Brasil, doações internacionais e dotações orçamentárias da União também serão direcionadas ao fundo.</p>
<p>A PEC determina que a União realize um aporte inicial de R$ 20 bilhões para a constituição e capitalização do fundo. O repasse desse montante será feito em parcelas anuais, correspondentes a um vigésimo do total, a partir do ano fiscal seguinte à entrada em vigor da medida.</p>
<p>Para garantir a transparência e o controle na aplicação dos recursos, a gestão do fundo será acompanhada por um Conselho Deliberativo, composto por representantes do poder público e da sociedade civil.</p>
<p>O texto aprovado também inclui um novo capítulo na Constituição dedicado à promoção da igualdade racial, estabelecendo princípios, objetivos e diretrizes gerais para a política nacional nessa área. Além disso, reforça a inclusão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) na Constituição.</p>
<p>O Sinapir, previsto no Estatuto da Igualdade Racial, tem como objetivo promover a articulação entre União, estados, municípios e sociedade civil na implementação de políticas de igualdade racial. O repasse dos recursos do fundo estará condicionado à adesão formal ao sistema, garantindo uma execução mais eficiente e coordenada das ações.</p>
<p>A definição sobre o caráter do fundo, se público ou privado, será objeto de legislação posterior, permitindo uma maior flexibilidade para o poder público na escolha do modelo mais adequado à execução da política de igualdade racial e à gestão dos recursos. Essa decisão considerará aspectos como transparência, controle e governança.</p>
<p><em>Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br</em></p>
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		<title>IBGE: em 2023, 11,8 milhões de pessoas deixaram pobreza e extrema pobreza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Dec 2024 11:50:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Síntese de Indicadores Sociais mostra que números no país recuaram à menor proporção registrada desde 2012 De 2022 a 2023, o percentual da população do país com rendimento domiciliar per capita abaixo da linha de pobreza adotada pelo Banco Mundial caiu de 31,6% para 27,4%. É a menor proporção registrada desde 2012. Numericamente, a população [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4>
<em>Síntese de Indicadores Sociais mostra que números no país recuaram à menor proporção registrada desde 2012</em></h4>
<p>De 2022 a 2023, o percentual da população do país com rendimento domiciliar per capita abaixo da linha de pobreza adotada pelo Banco Mundial caiu de 31,6% para 27,4%. É a menor proporção registrada desde 2012. Numericamente, a população na faixa da pobreza recuou de 67,7 milhões para 59 milhões. Em um ano, 8,7 milhões de pessoas saíram dessa condição. Os dados estão na Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta-feira, 4 de dezembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).<br />
No mesmo período, a proporção da população do país com rendimento domiciliar per capita abaixo da linha de extrema pobreza recuou de 5,9% para 4,4%, também a menor proporção desde 2012 e pela primeira vez abaixo dos 5%. Em números absolutos, o recuo foi de 12,6 milhões para 9,5 milhões. Em um ano, 3,1 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza.<br />
Para fazer a análise, o IBGE considerou as linhas do Banco Mundial segundo o Poder de Paridade de Compra (PPC), que monitoram o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 1 (Erradicação da Pobreza). O Banco Mundial leva em conta o valor de R$ 665 per capita por mês no núcleo familiar para identificar a pobreza e R$ 209 para a extrema pobreza.</p>
<h4><strong>PROGRAMAS SOCIAIS</strong> —</h4>
<p>Segundo o estudo, a existência de programas sociais de transferência de renda é diretamente conectada com os resultados. Segundo a projeção, caso não houvesse programas sociais implementados pelo Governo Federal, a proporção de pessoas na extrema pobreza em 2023 teria subido de 4,4% para 11,2% e a proporção da população na pobreza teria subido de 27,4% para 32,4%.</p>
<h4><strong>BENEFÍCIOS</strong> —</h4>
<p>De 2022 para 2023, a proporção de pessoas que viviam em domicílios beneficiados por programas sociais subiu de 25,8% para 27,9%. Em 2020, ponto mais alto da série, essa proporção havia chegado a 36,8%, devido aos benefícios concedidos pelo Governo Federal para aplacar os efeitos da pandemia de Covid-19. Em 2023, cerca de 51% das pessoas em áreas rurais viviam em domicílios beneficiados por programas sociais. Em áreas urbanas, a proporção era de 24,5%.</p>
<h4><strong>BOLSA FAMÍLIA</strong> &#8211;</h4>
<p>Entre as pessoas com 0 a 14 anos, 42,7% viviam em domicílios com benefícios. Ou seja, os programas sociais estão presentes na vida de duas em cada cinco crianças do país. O novo Bolsa Família, por exemplo, passou a contar com adicional mensal de R$ 150 para cada criança de zero a seis anos no núcleo familiar do beneficiário e adicionais de R$ 50 a cada criança e adolescente de sete a 18 anos, além de gestantes e mães em fase de amamentação.<br />
<strong>DESIGUALDADES REGIONAIS</strong> &#8211;</p>
<p>As proporções mais altas de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza foram identificadas nos estratos que abarcam Arcos Metropolitanos e o interior das regiões Norte e Nordeste. Os estratos com maiores valores foram: Vale do Rio Purus (AM), com 66,6%; Litoral e Baixada Maranhense, com 63,8%; e Entorno Metropolitano de Manaus (AM), com 62,3%, acima da média nacional (27,4%). Nas demais regiões do país, destacam-se negativamente os entornos de Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ), com proporções de pobres na terceira faixa, de um total de quatro (entre 27,4% e 48,8%), nos seguintes locais: Entorno Metropolitano de Cuiabá (MT), com 29,9%; Integrada de Brasília e Goiás, com 27,6%; e Arco Metropolitano de Nova Iguaçu (RJ), com 33,9%. “O detalhamento por estratos permite ver a desigualdade regional, uma vez que os dados por unidades da federação colocaram todas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste dentro dos menores valores”, avalia Leonardo Athias, gerente da SIS.</p>
<table class="m_5431820836021085917image" width="750" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><img decoding="async" class="CToWUd a6T" tabindex="0" src="https://ci3.googleusercontent.com/meips/ADKq_NYk5FJEe2CHCepZ9FN9ztYfsaFW_79ft4xS2G_0Mug0_tu8vUCb3oNrUwz2WIMqeICj7z0r1BNhZWOKP4gsLCqqPeYpvDJ8Hyh0ma2D93aWrmaGXCLfPg-WqCQezRJrK6B1VhmmKhJHIV_7D4bNgMqsYSs18fBZ6a7RPOFHy_FX7gFwMr1Y2tMFWZMJGbyP0zlIrmOfPy5nj50QhYIvwp1YlCXJvTdcWeynqwdgonE2vYVrOkTm_7mb3eK3AmPg=s0-d-e1-ft#https://s2412.imxsnd40.com/5==AO5oTNhBzNhljOt92YuwWah12ZAVGdzV2bvFWanVmchRGbhRXanlGZsFmby9ma6gTO2cDN2EDO3EjOn5GcuIzN3gDOygTMxMjRyUSMxMzb0VXYGJTJ2IDMx8VL1ETLf9VLwITLfpTN" alt="" width="750" data-bit="iit" /></p>
<table border="0" width="750" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td width="750">
<h4>Desigualdades regionais na pobreza e extrema pobreza</h4>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>OCUPAÇÃO</strong> —</h4>
<p>Entre as pessoas ocupadas, menos de 1% foram consideradas extremamente pobres em 2023, enquanto entre os desocupados a proporção chegou a 14,6%. Da mesma forma, a proporção de pessoas ocupadas pobres (14,2%) foi bem inferior à dos desocupados pobres (54,9%). “Os indicadores mostram que há pobreza em parte da população ocupada, provavelmente relacionada à vulnerabilidade social de segmentos do mercado de trabalho. No entanto, a pobreza e a extrema pobreza entre trabalhadores são menos intensas do que na população desocupada”, disse Simões.</p>
<h4><strong>NEM NEM</strong> —</h4>
<p>Em 2023, o total de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam e não estavam ocupados atingiu o menor número (10,3 milhões) e a menor taxa (21,2%) desde o início da série, em 2012. Denise Guichard, analista do IBGE, avalia que “a redução se deve à melhora do mercado de trabalho, ao aumento no número de jovens que estudavam e estavam ocupados e às mudanças demográficas que levam a uma gradual diminuição da população mais jovem no país”. Um dos retratos do estudo é que, quanto menor a faixa de rendimento, maior a proporção de jovens de 15 a 29 anos fora do sistema de ensino e do mercado de trabalho. Em 2023, cerca de 21,2% dos jovens não estudavam nem estavam trabalhando. No entanto, entre os 10% dos domicílios do país com maiores rendimentos, apenas 6,6% dos jovens estavam nessa condição, enquanto nos 10% dos domicílios com os menores rendimentos, 49,3% dos jovens (praticamente metade) não estudavam e não estavam ocupados.</p>
<h4><strong>RACIAL</strong> —</h4>
<p>Entre 10,3 milhões de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam nem estavam ocupados no Brasil em 2023, as desigualdades de gênero e de raça persistem: as mulheres pretas ou pardas eram 4,6 milhões (ou 45,2% do total de jovens que não estudavam nem estavam trabalhando), enquanto as mulheres brancas eram 1,9 milhão (18,9%). Já os homens pretos ou pardos eram 2,4 milhões (23,4%) e os homens brancos, 1,2 milhão (11,3%).</p>
<h4><strong>OCUPAÇÃO</strong> —</h4>
<p>O total das pessoas ocupadas em 2023 chegou ao maior contingente desde 2012: 100,7 milhões, com aumento de 3,7 milhões de pessoas (ou mais 3,8%) frente a 2022. O aumento ocorreu entre os trabalhadores com vínculo (mais 2 milhões) e também entre os sem vínculo (mais 1,7 milhão). Em 2023, o nível de ocupação para o total da população foi de 57,6%. Para os homens, o indicador alcançou 67,9%, contra 47,9% para as mulheres, diferença de 20 pontos percentuais que, salvo pequenas oscilações, foi praticamente a mesma desde 2012.</p>
<h4><strong>INFORMALIDADE</strong> —</h4>
<p>De 2022 para 2023, a proporção de pessoas com ocupações informais no total de trabalhadores do país variou de 40,9% para 40,7%, o que é considerado estatisticamente estável. Essa taxa de informalidade chegou a 45,8% das pessoas ocupadas de cor ou raça preta ou parda, enquanto era de 34,3% entre as pessoas ocupadas brancas. Os resultados refletem desigualdades historicamente constituídas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><strong>Fonte:</strong> Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República</i></p>
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