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	<title>Reflexa Coletiva &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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		<title>Osasco participa da Jornada Paulista de Dança</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2025 15:08:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os grupos e companhias participantes viverão uma semana de atividades, a partir de 7 de julho, que culminarão em apresentações abertas ao público na Sala CCR das Artes Com início no dia 7 de julho, a Jornada Paulista de Dança traz dez propostas artísticas para uma residência de criação e compartilhamento de conhecimento na Escola [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong><i>Os grupos e companhias participantes viverão uma semana de atividades, a partir de 7 de julho, que culminarão em apresentações abertas ao público na Sala CCR das Artes</i></strong></h4>
<div></div>
<div>Com início no dia 7 de julho, a Jornada Paulista de Dança traz dez propostas artísticas para uma residência de criação e compartilhamento de conhecimento na Escola de Dança de São Paulo (SPED), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa do Estado de São Paulo, com gestão da Associação Pró-Dança. As atividades serão realizadas no período, pelos grupos selecionados. Entre eles está a <b>Reflexa Coletiva, de Osasco.</b> A cooperativa da Jornada Paulista de Dança é de Jussara Muller e a direção artística e educacional de Inês Bogéa.</div>
<div>A Reflexa Coletiva surgiu para a produção do trabalho de conclusão de curso de bacharelado em dança da Unicamp (2024). As tomadas de decisões da companhia, sempre coletivas, desde a ideia inicial de uma criação à produção de um espetáculo, são fortalecidas sempre pelas trajetórias, técnicas, imaginários e vontades diferentes. A primeira obra, “Estudos para Aproximar o Sonho ao Chão”, brotou de um ano de pesquisa sobre criação em dança. Com referenciais visuais e teóricos que refletem sobre o fazer da dança e imaginários coletivos, o espetáculo foi levado pela oposição entre o chão e o sonho, que atravessam a dança e a realidade íntima de ser em coletivo. A criação desse espetáculo conta com a orientação de Angela Nolf e a colaboração artística de Maria Basulto, Patrícia Noronha e Clarice Lima e é apresentada no Departamento de Artes Corporais da Unicamp (2024).</div>
<div></div>
<div>A Jornada Paulista de Dança terá espetáculos abertos ao público nos dias 10, 11 e 12 de julho, na Estação CCR das Artes, localizada no Complexo Júlio Prestes. Será o momento de mostrar o resultado dos ensaios realizados em conjunto com artistas mediadores. Para assistir aos espetáculos, basta chegar uma hora antes das apresentações para garantir o ingresso.</div>
<div></div>
<h4><b>A Reflexa Coletiva será apresentada no sábado, 12/07.</b></h4>
<div></div>
<div>“Participar da Jornada Paulista de Dança é uma oportunidade incrível para nós, enquanto coletivo. Somos recém-formados em bacharelado em Dança na Unicamp e estamos buscando nos inserir no cenário da dança profissional. O projeto nos é interessante justamente pelo complemento entre nossos saberes artísticos acadêmicos e os saberes artísticos da prática profissional da cena de São Paulo”, explica Júlia Panizza, diretora artística da Reflexa Coletiva.</div>
<div>Foram selecionados dez grupos e companhias de dança do Estado de São Paulo para essa vivência artística no SPED, que patrocinam uma bolsa de R$ 10 mil e auxílios de permanência e transporte conforme a distância da capital. Os participantes compartilharão processos criativos, aulas e mesas redondas na sede da São Paulo Escola de Dança em uma programação intensa. Os selecionados são: Cia. Avant Scène, de Sorocaba; Cia. Socleson Dantas, de Jundiaí; Cia. Raça Experimental, de São Paulo; Cia. de Dança de São José dos Campos; Corpo de Baile de Caraguatatuba; Grupo Independente de Dança Claudia Pereira, de Campinas; Núcleo Estopim, de São Paulo; Núcleo Experimental de Dança Teatro, de São José dos Campos; Centro Ogawa Butoh, de São Simão; e Reflexa Coletiva, de Osasco.</div>
<div></div>
<h4><b>O que é a Jornada Paulista de Dança?</b></h4>
<div></div>
<div>A Jornada Paulista de Dança é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo que celebra a diversidade e a riqueza artística da cena paulista. O projeto nasce do desejo de criar um espaço de encontro e troca entre os artistas e entusiastas da dança, fortalecendo a comunidade artística e promovendo um aprendizado conjunto.</div>
<div>Em sua segunda edição, a Jornada tem como sede permanente a Escola de Dança de São Paulo, recebeu grupos de todo o estado para uma semana de atividades intensas com workshops, mesas de conversas, apresentações e processos criativos, explorando um leque variado de estilos e tradições da dança.</div>
<div></div>
<div>Os grupos foram selecionados por meio de edital, por uma banca composta por pessoas referenciadas no meio da dança, em processo transparente, totalmente divulgado no site do SPED e nas redes sociais.</div>
<div></div>
<div>“Esta jornada é uma celebração da arte da linguagem artística como meio de expressão pessoal e ferramenta de transformação social. As atividades programadas, abertas ao público de quinta no sábado, são uma oportunidade para a democratização da dança. Todos os eventos e atividades são 100% gratuitos, reafirmando nosso compromisso com o acesso à cultura e à educação”, ressalta Inês Bogéa, diretora artística e educacional da Escola de Dança de São Paulo.</div>
<div></div>
<h4><b>Programação dos espetáculos</b></h4>
<div></div>
<div><b>07/10 – Quinta-feira, das 19h às 20h30</b></div>
<div>“ <b>Cenas Etéreas” &#8211; Cia. Raça Experimental</b></div>
<div>O trabalho parte da coexistência de várias histórias e sensações que habitam a mesma mente, criando um cenário atípico, onde as cenas da infância se misturam com a trama e o avanço do atraso, que pode ser relacionado à falta de algo e/ou alguém, evoluindo assim &#8211; de uma forma poética &#8211; essas movimentações em registros e tentativas de cura. Digamos que, ao mesmo tempo que tentamos organizar nossa casa e colocamos em pé uma cadeira, acabamos derrubando algo pelo caminho como movimento de troca, criando assim dentro de nós uma dança poeticamente caótica que remete quase a um divertimento infantil.</div>
<div></div>
<h4>“ <b>Cria” – Grupo Independente de Dança Cláudia Pereira</b></h4>
<div></div>
<div>Por meio do movimento, a obra propõe uma jornada visceral e sensorial, retratando a trajetória evolutiva da vida e a transformação dos organismos, desde os primeiros seres até as formas mais complexas. “Cria” questiona o que significa estar respirando e o papel da evolução na construção do corpo e da identidade, buscando refletir sobre o quão importante é a nossa história, de como tudo o que foi feito, criado e deixado contribuições para o que temos e somos hoje.</div>
<div></div>
<h4><b>Memórias de um Contorno – Corpo de Baile de Caraguatatuba</b></h4>
<div></div>
<div>A partir de observações fotográficas sobre a construção da Rodovia dos Tamoios e da Estrada do Contorno e de diálogos sobre como uma obra pode impactar a vida das pessoas, o balé desenvolveu sua pesquisa. A pergunta feita foi: Como as transformações externas afetam o comportamento individual e coletivo das pessoas no entorno? Memórias de um Contorno retrata uma transformação de um espaço urbano, como isso afetou o ambiente e os seres que ali viveram. Mas também é sobre como uma transformação urbana pode transformar os seres humanos, colocando-nos conscientes disso ou não.</div>
<div></div>
<h4><b>07/11 – Sexta-feira, das 19h às 20h30</b></h4>
<div></div>
<div><b>Contradição de Ser Afeto &#8211; Núcleo Estopim</b></div>
<div>Em &#8220;Contradição de Ser Afeto&#8221;, os intérpretes mergulharam nas complexidades da experiência de homens cis, pretos e periféricos, revelando a dualidade entre a opressão vívida e a violência que, muitas vezes, se reproduzimos. Em um contexto marcado por agressões, abusos e pressões emocionais que nos cercam, surgem questões cruciais: como lidamos com essa carga? Quem se importa com nosso bem-estar e o das crianças em nossas comunidades? Através deste trabalho cênico, os artistas exploram a ambiguidade de corpos que, embora suportados pela dor, anseiam por acolhimento.</div>
<div></div>
<h4><b>Dançam as Palavras &#8211; Núcleo Experimental de Dança Teatro de São José dos Campos – NEXDT SJC (música ao vivo)</b></h4>
<div></div>
<div>Dançam as Palavras é um diálogo entre a música, a poesia, a dança, o teatro e a performance. Essa fusão artística causa estranhamento e aproximação, como no mundo contemporâneo de identidades mescladas, mestiças e híbridas. No processo criativo, lançamos a narrar e transcrever na carne do corpo poético dos intérpretes-criadores as palavras colecionadas – poemas – do poeta Moraes. O que nos move? Essas Palavras do Poeta, as sonoridades e músicas interpretadas pelos</div>
<div>músicos que reverberam nos corpos presentes, ativos e vivos dos intérpretes criadores, nutrindo-os e mudando-os, possibilitando afetar, nutrir e transformar algo, bem lá no bloco em quem vê, assiste, ouve, sente e participa.</div>
<div></div>
<h4>“ <b>Fronteiras do Corpo” | “Samba que Habita” &#8211; Cia. Socleson Dantas (música ao vivo)</b></h4>
<div></div>
<div>As duas obras autorais dialogam entre si ao explorarem as potências expressivas do flamenco e do samba no pé, destacando suas origens, convergências e atualizações cênicas. A primeira obra, traz à cena a força do flamenco com uso do Manton e das castanholas como extensões do corpo, elementos que acentuam a expressividade e a musicalidade da dança. A segunda obra, um solo, parte do samba no pé, linguagem nascida nos terreiros e ruas do Brasil, de raízes afro-brasileiras, que carrega em si a ancestralidade, o improviso, a festa e a luta. Ambas, apesar de origens geográficas distintas, nascem de contextos de resistência e afirmação cultural, onde o corpo é veículo de identidade e emoção coletiva.</div>
<div></div>
<h4><b>07/12 – Sábado, das 19h às 20h30</b></h4>
<div>“ <b>Homenagem ao Sr. O” (Para Kazuo Ohno 1906-2010) &#8211; Ogawa Butoh Center</b></div>
<div></div>
<div>O espetáculo diz respeito ao universo coreográfico de Kazuo Ohno. O título é uma referência às três obras cinematográficas do Mestre falecido em 1º de junho de 2010. São elas: &#8220;The Portrait of Mr.O&#8221; (1969), &#8220;Mandala of Mr.O&#8221; (1971) e &#8220;Mr.0&#8217;s Book of the Dead&#8221; (1973), dirigidos por Chiaki Nagano. O espetáculo traz réplicas de elementos cênicos, adereços e figurinos que foram usados por Ohno em suas obras: dos espetáculos “My Mother” (1981), “The Dead Sea” (1985), “Admiring La Argentina” (1977) e outras performances. A coreografia evoca o mesmo universo, mostra a admiração do aluno pelo seu mestre e o vazio que o mesmo deixou com a</div>
<div>sua partida. Mas acima de tudo é uma grande declaração de amor.</div>
<div></div>
<h4>“ <b>Estudos para aproximar o sonho ao chão” &#8211; Reflexa Coletiva</b></h4>
<div></div>
<div>“Estudos para aproximar o sonho ao chão” é uma criação sobre dança e em dança onde quatro dançarinas exploram suas histórias de corpo e imaginários, tanto indivíduos quanto coletivos. Em cena diante de improvisações previamente estruturadas, elas experimentam uma dramaturgia sem a lógica de início, meio e fim, permitindo que o sonho se torne uma realidade compartilhada. São corpos que, ao dançarem juntos, transcendem o fim iminente e cultivam novos começos, tendo um espaço-tempo coletivo em que uma parte de cada dançarina atravessa e conecta todas as outras.</div>
<div></div>
<h4>“ <b>UNO” &#8211; Cia. Cena Avant</b></h4>
<div></div>
<div>Em UNO, corpos em transe exploram o conflito entre o individual e o coletivo, mergulhando nas camadas do inconsciente, onde pensamentos, culpas e julgamentos se agitam sob uma pele social. O movimento nasce da ruptura: uma face mundana é arrancada, revelando a dualidade entre a máscara pública e o eu oculto. Os intérpretes vacilam entre a máscara e o instinto, entre a dúvida humana e a certeza visceral.</div>
<div></div>
<h4><b>Samba e Amor &#8211; Companhia de Dança de São José dos Campos</b></h4>
<div></div>
<div>Em meio à repressão da ditadura militar, Chico Buarque escreve “Samba e Amor”. Com uma leveza, subversiva, pensa-se no direito ao descanso, à ternura e ao tempo desacelerado. Esse gesto político traduz a letra em corpo, atravessando estados de exaustão, geração e colapso, questionando a lógica produtivista que esvazia o sensível. A trilha sonora de Ed Côrtes costura trechos da canção original a uma composição contemporânea que evoca o samba como resistência.</div>
<div></div>
<h4><b>Jornada Paulista de Dança &#8211; Edição 2024</b></h4>
<div></div>
<div>A primeira edição do evento aconteceu em julho de 2024 na Escola de Dança de São Paulo, marcando a trajetória de diretores, coreógrafos e bailarinos. Com caráter formador e educativo, a primeira Jornada Paulista de Dança contou com oficinas, vivências criativas e mesas de discussão, que abordaram assuntos como sustentabilidade na dança, comunicação e mídia para os participantes.</div>
<div>Um dos pontos importantes da programação foi a apresentação das performances ao público, uma oportunidade de oferecer às pessoas, na Capital, o melhor da dança contemporânea do Estado. As apresentações incluíram diversas percepções estéticas e montagens que levaram a espetáculos de luz, cor e narrativas estimulantes com entrada gratuita para a população.</div>
<div></div>
<div>Um marco para o calendário paulistano durante o mês de férias, a Jornada Paulista de Dança movimenta o mercado criativo, como destaca Inês Bogéa, diretora artística e educacional da Escola de Dança de São Paulo. &#8220;A Jornada abre caminhos para reflexões sobre a dança, com diálogos e troca de vivências, é uma oportunidade ímpar na vida desses artistas, tanto que algumas companhias participaram este ano com novos trabalhos. Neste espaço de partilha e aprendizagem, vamos encher a nossa cidade de arte&#8221;, completa Inês.</div>
<div></div>
<h4><b>SERVIÇO &#8211; Apresentações:</b> 10 a 12 de julho</h4>
<div></div>
<div><b>Horário:</b> 19h</div>
<div><b>Local:</b> Estação CCR das Artes &#8211; Complexo Cultural Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo/SP</div>
<div>Entradas distribuídas uma hora antes dos espetáculos</div>
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