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	<title>Relatório de Transparência Salarial &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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	<title>Relatório de Transparência Salarial &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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		<title>Mulheres ganham 21,6% a menos que homens em São Paulo, revela 2º Relatório de Transparência Salarial</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Sep 2024 03:02:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Documento reúne informações de 16.898 empresas paulistas com 100 ou mais funcionários. No país como um todo, as mulheres ganham 20,7% a menos do que os homens As mulheres ganham 21,62% a menos do que os homens em São Paulo. No estado, a remuneração média dos homens é de R$ 5.487,85, enquanto a das mulheres [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><em>Documento reúne informações de 16.898 empresas paulistas com 100 ou mais funcionários. No país como um todo, as mulheres ganham 20,7% a menos do que os homens</em></h4>
<p>As mulheres ganham 21,62% a menos do que os homens em São Paulo. No estado, a remuneração média dos homens é de R$ 5.487,85, enquanto a das mulheres é de R$ 4.301,57. É o que aponta o 2º Relatório de Transparência Salarial, documento elaborado pelos ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e das Mulheres com o recorte de gênero, a partir dos dados extraídos de informações enviadas pelas empresas com 100 ou mais funcionários, exigência da <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14611.htm" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14611.htm&amp;source=gmail&amp;ust=1727452866828000&amp;usg=AOvVaw2N8yoj5YggC6X5_AwFYZ6b">Lei nº 14.611/2023</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Lei de Igualdade Salarial determina a equiparação de salários entre mulheres e homens em situações nas quais ambos desempenham funções equivalentes (ou seja, quando realizam o mesmo trabalho, com igual produtividade e eficiência). Em São Paulo, a diferença de remuneração entre mulheres e homens varia de acordo com o grande grupo ocupacional. Em cargos de dirigentes e gerentes, por exemplo, a diferença é de 26,2%.<br />
No total, 16.898 empresas paulistas responderam ao questionário. Juntas, elas somam 6,34 milhões de pessoas empregadas. O 2º Relatório foi apresentado na última quarta-feira, 18 de setembro. Em março, o primeiro relatório indicou que, em média, as mulheres recebiam 80,9% do salário pago aos homens no estado, ou 19,1% a menos. No primeiro ciclo, 16.536 empresas enviaram informações referentes a 6,2 milhões de pessoas empregadas.<br />
No recorte por raça, o relatório aponta que o número de mulheres negras é menor que o de mulheres não negras nas empresas do levantamento, com registro de 991,5 mil e 1,66 milhão, respectivamente. Conteudo, mulheres negras recebem, em média, 38,9% a menos que as não negras. Entre os homens negros e não negros, a diferença de remuneração média é de 37,58%.<br />
O documento registrou que, em São Paulo, 62,7% das empresas possuem planos de cargos e salários; 39,1% têm políticas de incentivo à contratação de mulheres; 41,2% adotam políticas para promoção de mulheres a cargos de direção e gerência e 31,5% adotam incentivos para contratação de mulheres negras. Em relação ao incentivo à contratação de mulheres LGBTQIAP+, 26% dos estabelecimentos contam com a política.<br />
O relatório também apresenta informações que indicam se as empresas contam com políticas efetivas de incentivo à contratação de mulheres, como flexibilização do regime de trabalho para apoio à parentalidade, entre outros critérios vistos como de incentivo à entrada, permanência e ascensão profissional das mulheres.</p>
<table class="m_-5699152724672852649image" width="799" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><img decoding="async" class="CToWUd a6T" tabindex="0" src="https://ci3.googleusercontent.com/meips/ADKq_NZynckw15ICMlkGHCSbtcSUE_VQswPrQQxiPTyOhAVDMg24FDvHqx5gnPzQR0iYaKzBG1DisHlz0zber3Mk98QJPa_IufkivFJHS46ZSBBuhIcvRT3aUED5SDw16O4OFjax7d14AjFwdyBalAGpJPTUNrfFCSjiCJAKwsg3PM9p3AOqkNbqd_cqaGk43iwpw2AImELQl4jGvMaCUZc2F6S3UATZNrJjXpv9YZE3Ys1c8p5Tjgc1O7467yazKxN9=s0-d-e1-ft#https://s2409.imxsnd01.com/6==QZ4ojMihjZkJmOt92YuwWah12ZAVGdzV2bvFWanVmchRGbhRXanlGZsFmby9ma6cTO1MjM1UTM5IjOnBnauYjM4ATMxUzM4MjRyUyM4Mzb0VXYGJTJ2IDMx8VL1ETLf9VLwITLfpTM" alt="" width="800" data-bit="iit" /></p>
<table border="0" width="800" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td width="800">INFOGRÁFICO | Dados foram obtidos a partir das informações de 16.898 empresas paulistas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>NACIONAL</strong> — No Brasil, as mulheres ganham 20,7% a menos do que os homens, de acordo com o 2º Relatório de Transparência Salarial. No total, 50.692 empresas responderam ao questionário – quase 100% do universo de companhias com 100 ou mais funcionários no Brasil. A diferença de remuneração entre homens e mulheres varia de acordo com o grande grupo ocupacional. Em cargos de dirigentes e gerentes, por exemplo, chega a 27%.<br />
No recorte por raça, o relatório aponta que as mulheres negras, além de estarem em menor número no mercado de trabalho, recebem menos do que as mulheres brancas. Enquanto a remuneração média da mulher negra é de R$ 2.745,76, a da não negra é de R$ 4.249,71, diferença de 54,7%. No caso dos homens, os negros recebem em média R$ 3.493,59 e os não negros, R$ 5.464,29, o equivalente a 56,4%.<br />
A diretora de Programa do MTE, Luciana Nakamura, diz que a igualdade salarial está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) desde 1943, mas que “não é cumprida pelas empresas”. “Queremos que as empresas olhem para as desigualdades salariais dentro do ambiente de trabalho, e, assim, possam promover a igualdade entre homens e mulheres. Por isso, a publicação do relatório é importante, porque vai revelar a desigualdade dentro daquele estabelecimento”, afirma.<br />
“As mulheres negras estão concentradas na base da pirâmide, principalmente serviços domésticos, serviços de limpeza, serviços de alimentação, de saúde básica, nos serviços públicos e nas atividades de gerenciamento e direção”, ressalta Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do MTE.</p>
<p><strong>POLÍTICAS DE INCENTIVO</strong> — O relatório registrou que, em todo o país, 55,5% das empresas possuem planos de cargos e salários, políticas de incentivos às mulheres; 38,8% adotam políticas para promoção de mulheres a cargos de direção e gerência; 35,3% têm políticas de apoio à contratação de mulheres; e 27,9% adotam incentivos para contratação de mulheres negras.<br />
Apenas 21,5% possuem políticas de incentivo à contratação de mulheres LGBTQIAP+, 24,3% incentivam o ingresso de mulheres com deficiência, e apenas 5,5% têm programas específicos de incentivo à contratação de mulheres vítimas de violência. Poucas empresas ainda adotam políticas como flexibilização de regime de trabalho, como licença maternidade/paternidade estendida (20%) e auxílio-creche (22,9%).<br />
<strong>ESTADOS</strong> — Os dados mostram diferenças significativas por Unidade da Federação. O estado do Ceará, por exemplo, tem a menor desigualdade salarial entre homens e mulheres: elas recebem 9,65% a menos do que eles, em um universo de 1.460 empresas, que totalizam 561.878 ocupados. A remuneração média é de R$ 2.799,53.<br />
Na sequência das UFs com menor desigualdade salarial entre homens e mulheres aparecem Acre e Pernambuco, com elas recebendo 9,69% e 9,93% menos do que os homens, respectivamente. No Acre, a remuneração média é de 2.217,34. Já em Pernambuco, é de R$ 2.859,04.<br />
A maior desigualdade salarial no Brasil ocorre no Espírito Santo, onde as mulheres recebem 29,25% menos do que os homens. São Paulo é o estado com maior número de empresas participantes, um total de 16.898, e maior diversidade de situações. As mulheres recebem 21,62% a menos do que os homens, praticamente espelhando a desigualdade nacional. A remuneração média é de R$ 4.992.<br />
<strong>ONDE ACESSAR</strong> — Todos os dados estão disponíveis para consulta no <a href="https://servicos.mte.gov.br/empregador/#/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://servicos.mte.gov.br/empregador/%23/&amp;source=gmail&amp;ust=1727452866829000&amp;usg=AOvVaw3VdHYZX2w13XcME_icpkxM">Portal Emprega Brasil &#8211; Empregador</a>. As empresas têm até 30 de setembro para publicar o seu relatório individual no portal ou em suas redes sociais, sempre em local visível, garantindo a ampla divulgação para seus empregados, trabalhadores e público em geral.<br />
Aquelas que não tornarem públicas as informações do relatório serão multadas em 3% do valor da folha. As empresas terão o prazo de 90 dias para apresentarem um plano de mitigação, ou seja, para reduzir as diferenças apontadas pelo relatório. Funcionários que quiserem denunciar desigualdades podem acessar o site Canal de Denúncias &#8211; Diferenças salariais entre mulheres e homens.</p>
<p><strong>INSTRUMENTO PARA A IGUALDADE</strong> — Tanto o Relatório de Transparência Salarial quanto o Plano Nacional de Igualdade Salarial são resultados da Lei nº 14.611, sancionada pelo presidente Lula em 3 de julho de 2023. Ela aborda a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre homens e mulheres no ambiente de trabalho, modificando o artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).<br />
Por força da lei, empresas com 100 ou mais empregados devem adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo transparência salarial, fiscalização contra discriminação, canais de denúncia, programas de diversidade e inclusão, e apoio à capacitação de mulheres. A lei foi a primeira iniciativa do Executivo no primeiro ano do governo Lula, encaminhada ao Congresso Nacional em março do ano passado e aprovada no mês de junho.<br />
“Os grandes objetivos do Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral entre Mulheres e Homens são promover a entrada, a permanência e a ascensão das mulheres no mercado de trabalho. Além disso, busca-se promover um conjunto de iniciativas que coloquem as mulheres em outras áreas diferentes das que elas estão atualmente no mercado de trabalho, e que são de menor remuneração”, afirma Rosane Silva, secretária Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres.</p>
<p>“Temos, por exemplo, 6 milhões de mulheres que trabalham no emprego doméstico remunerado no Brasil. E na educação, a maioria das mulheres está concentrada na educação básica. Na saúde, também na atenção básica. Por outro lado, ao observarmos a área de tecnologia da informação, quem predomina? Os homens. E na ciência e tecnologia? Também os homens. Dois exemplos de áreas que remuneram melhor. O Plano trabalha com a perspectiva de proporcionar qualificação para as mulheres nessas áreas ainda consideradas masculinas”.<br />
Rosane destaca que o Plano tem uma importância fundamental para as mães solo. “Hoje, mais de 50% das mulheres são chefes de família no Brasil. Assim, ao promover a entrada, permanência e ascensão das mulheres no mercado de trabalho, na perspectiva de alcançar um mercado igualitário, com salários e condições de trabalho justos, o Plano beneficiará toda a sociedade. Contudo, ele será especialmente benéfico para as mulheres que sustentam suas famílias, que, em sua maioria, são mulheres pobres e negras. A igualdade salarial entre homens e mulheres aumentará a renda dessas mulheres e contribuirá para o desenvolvimento da sociedade brasileira”.<br />
Para saber mais sobre a <strong>Lei de Igualdade Salarial</strong>, <a href="https://www.gov.br/mulheres/pt-br/assuntos/igualdade-salarial" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.gov.br/mulheres/pt-br/assuntos/igualdade-salarial&amp;source=gmail&amp;ust=1727452866829000&amp;usg=AOvVaw24zl-s6HuyjiGkqDxIPQaf">clique aqui</a>.</p>
<p><i><strong>Fonte:</strong> Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República</i></p>
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