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	<title>urgência &#8211; Jornal Digital da Regi&atilde;o Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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		<title>Câmara aprova urgência para votar quebra de patente de Mounjaro e Zepbound</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 05:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Câmara dos Deputados deu um passo significativo nesta segunda-feira (9) ao aprovar o requerimento de regime de urgência para a votação do Projeto de Lei nº 68, de 2026. Este projeto visa declarar os medicamentos Mounjaro e Zepbound de interesse público, abrindo caminho para a potencial quebra de patente do Mounjaro e de seu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara dos Deputados deu um passo significativo nesta segunda-feira (9) ao aprovar o requerimento de regime de urgência para a votação do Projeto de Lei nº 68, de 2026. Este projeto visa declarar os medicamentos Mounjaro e Zepbound de interesse público, abrindo caminho para a potencial quebra de patente do Mounjaro e de seu análogo. Ambos os fármacos são agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como &#8220;canetas emagrecedoras&#8221;, usados no tratamento de diabetes tipo 2 e, em alguns casos, para controle de peso. A aprovação da urgência, com 337 votos favoráveis e apenas 19 contrários, permite que a proposta seja levada ao plenário a qualquer momento, sem a necessidade de passar pelas etapas burocráticas das comissões temáticas da Casa. Os deputados Antonio Brito (PSD-BA) e Mário Heringer (PDT-MG) são os autores da iniciativa, que busca democratizar o acesso a esses importantes medicamentos, enquanto agências de saúde emitem alertas sobre seu uso seguro e monitorado.</p>
<p> O processo legislativo e a quebra de patente</p>
<p> A aprovação da urgência e seus efeitos</p>
<p>A votação para o regime de urgência do Projeto de Lei nº 68/2026 resultou em um placar expressivo de 337 votos a favor e 19 contra, demonstrando um amplo apoio dos parlamentares à proposta. Este resultado não significa a aprovação imediata do mérito do projeto, mas sim a antecipação de sua tramitação. Com a urgência aprovada, o texto pode ser incluído na pauta de votações do plenário a qualquer momento, sem a obrigação de seguir o rito ordinário que exige a análise e deliberação em diversas comissões permanentes da Câmara. Esse atalho processual reflete a percepção de relevância e urgência que os autores e parte da Casa atribuem ao tema, visando acelerar a discussão e possível implementação de medidas que impactem o acesso a tratamentos de saúde cruciais.</p>
<p>O Projeto de Lei nº 68/2026 propõe declarar os medicamentos Mounjaro (tirzepatida) e Zepbound (tirzepatida, com indicação primária para perda de peso) como de &#8220;interesse público&#8221;. Esta declaração é o primeiro passo para justificar a solicitação da quebra de patente, um mecanismo legal conhecido como licença compulsória. A quebra de patente permite que o governo, ou terceiros autorizados por ele, produzam ou importem versões genéricas de um medicamento patenteado sem a permissão do detentor da patente original, geralmente mediante o pagamento de royalties. Essa medida é tipicamente invocada em situações de emergência de saúde pública, prática anti-competitiva ou, como neste caso, quando o acesso a um medicamento vital é considerado insuficiente devido a preços elevados ou limitações de oferta. A intenção é baratear o custo e aumentar a disponibilidade desses fármacos, que se tornaram ferramentas importantes no tratamento de condições como diabetes tipo 2 e obesidade.</p>
<p> Os medicamentos GLP-1: Popularidade e riscos</p>
<p> A ascensão das &#8220;canetas emagrecedoras&#8221;</p>
<p>Mounjaro e Zepbound são representantes de uma classe de medicamentos conhecidos como agonistas duplos dos receptores GLP-1 e GIP (polipeptídeo inibitório gástrico). Eles atuam mimetizando a ação de hormônios intestinais naturais que regulam a glicose no sangue e influenciam a saciedade. Essa dupla ação os torna particularmente eficazes tanto no controle do diabetes tipo 2 quanto na promoção de uma significativa perda de peso, o que os popularizou como as chamadas &#8220;canetas emagrecedoras&#8221;. Além da tirzepatida, que é o princípio ativo de Mounjaro e Zepbound, outros medicamentos da mesma classe, como a dulaglutida, liraglutida e semaglutida, também conquistaram grande visibilidade. A demanda por esses tratamentos disparou globalmente, impulsionada por resultados clínicos promissores, mas também gerando debates sobre o uso estético, o alto custo e a dificuldade de acesso para uma parcela significativa da população que poderia se beneficiar terapeuticamente. A popularidade desses fármacos ressalta a importância de encontrar soluções para a acessibilidade, ao mesmo tempo em que se garante a segurança de seu uso.</p>
<p> Alertas de segurança e uso indevido</p>
<p>Paralelamente à discussão sobre a acessibilidade, as agências reguladoras de saúde têm emitido alertas importantes sobre o uso desses medicamentos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por exemplo, publicou um alerta de farmacovigilância focando nos riscos associados ao uso indevido das canetas emagrecedoras, que incluem a dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Embora o risco de eventos adversos já conste nas bulas dos produtos aprovados, a Anvisa observou um aumento nas notificações, tanto em nível nacional quanto internacional, de reações adversas graves.</p>
<p>Entre os riscos destacados, a pancreatite aguda é um dos mais preocupantes, podendo evoluir para formas necrotizantes e até fatais. A agência reforça a necessidade de monitoramento médico rigoroso durante todo o tratamento e a importância de seguir estritamente as orientações de segurança. No início do mês, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido também emitiu um alerta semelhante, mencionando o risco, ainda que considerado pequeno, de casos de pancreatite aguda grave em pacientes que fazem uso dessas canetas. Além disso, a Anvisa proibiu a venda de &#8220;canetas emagrecedoras&#8221; sem registro no país, visando combater a comercialização de produtos ilegais e proteger a saúde pública de formulações sem comprovação de segurança e eficácia, frequentemente associadas a graves riscos. Esses alertas sublinham a importância da supervisão médica e da educação dos pacientes para um uso consciente e seguro desses potentes tratamentos.</p>
<p> Conclusão</p>
<p>A aprovação do regime de urgência para o Projeto de Lei que visa a quebra de patente de Mounjaro e Zepbound marca um momento crucial no debate entre o direito à saúde e os direitos de propriedade intelectual no Brasil. A medida, se aprovada em plenário, poderá ampliar significativamente o acesso a tratamentos importantes para diabetes e obesidade, potencialmente reduzindo custos e democratizando a disponibilidade desses medicamentos essenciais. Contudo, essa iniciativa também suscita discussões sobre os incentivos à inovação farmacêutica e o impacto econômico para as indústrias. Ao mesmo tempo, os alertas de segurança emitidos por agências reguladoras como Anvisa e MHRA servem como um lembrete vital da necessidade de uso responsável, sob estrita supervisão médica, para mitigar os riscos associados, como a pancreatite aguda. O futuro da tramitação do PL 68/2026 será decisivo para o acesso e a regulamentação dessas &#8220;canetas emagrecedoras&#8221; no cenário da saúde brasileira, equilibrando a urgência do acesso com a segurança do paciente.</p>
<p> FAQ</p>
<p>O que é a quebra de patente e como ela afeta Mounjaro e Zepbound?<br />
A quebra de patente, ou licença compulsória, é um mecanismo legal que permite a produção ou importação de versões genéricas de um medicamento patenteado sem a permissão do detentor original. Para Mounjaro e Zepbound, significaria que outras empresas poderiam fabricar esses medicamentos, potencialmente barateando seus custos e aumentando a disponibilidade no mercado.</p>
<p>Quais são os principais riscos associados ao uso das &#8220;canetas emagrecedoras&#8221;?<br />
Os principais riscos incluem a pancreatite aguda, que pode ser grave e até fatal. Outros eventos adversos podem ocorrer. É crucial o monitoramento médico e seguir as orientações da bula, pois o uso indevido ou sem supervisão pode levar a complicações sérias.</p>
<p>O que significa a aprovação do regime de urgência para este Projeto de Lei?<br />
A aprovação do regime de urgência significa que o Projeto de Lei nº 68/2026 pode ser votado diretamente no plenário da Câmara dos Deputados a qualquer momento, sem a necessidade de passar pelas diversas comissões temáticas da Casa. Isso acelera sua tramitação e potencial aprovação final.</p>
<p>Quem são os autores do Projeto de Lei nº 68/2026?<br />
Os autores do Projeto de Lei que declara Mounjaro e Zepbound de interesse público e pede a quebra de patente são os deputados federais Antonio Brito (PSD-BA) e Mário Heringer (PDT-MG).</p>
<p>Mantenha-se informado sobre os desdobramentos deste projeto de lei e consulte sempre um profissional de saúde qualificado para obter informações e orientações precisas sobre o uso de medicamentos.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p>
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		<title>Casamento infantil: um crime que o Brasil precisa enfrentar com urgência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 20:32:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Elsa Oliveira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vereadora e Presidente da Comissão da Criança, do Adolescente, da Juventude e da Mulher na Câmara Municipal de Osasco Por Elsa Oliveira Os dados apurados pelo Censo Demográfico 2022, recorte “nupcialidade e família”, e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira, 5/11, revelam uma realidade inaceitável e profundamente triste: 34 mil [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><em>Vereadora e Presidente da Comissão da Criança, do Adolescente, da Juventude e da Mulher na Câmara Municipal de Osasco </em></h4>
<h5><em>Por Elsa Oliveira</em></h5>
<p>Os dados apurados pelo Censo Demográfico 2022, recorte “nupcialidade e família”, e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira, 5/11, revelam uma realidade inaceitável e profundamente triste: 34 mil crianças e adolescentes de até 14 anos vivem em uniões conjugais no Brasil. Mais alarmante ainda é saber que quase 80% dessas vítimas são meninas. Por trás desses números frios, há histórias de infância interrompida, de direitos violados e de sonhos desfeitos pela desigualdade e pela negligência social.</p>
<p>Se estendermos um pouco a faixa etária, os números são ainda mais assustadores: o “casamento” entre os adolescentes de 15 a 19 anos reúne 982.335 pessoas em união “consensual”. Vale lembrar que a legislação brasileira proíbe o casamento civil entre menores de 16 anos.</p>
<p>Somando os dois grupos mais jovens, o país tem mais de um milhão de crianças e adolescentes de 10 a 19 anos vivendo como casados, a maioria em uniões informais, afirma o IBGE.</p>
<p>E esta é uma realidade que <strong>não está distante</strong> de nós! Por região do Brasil, o <strong>Sudeste lidera</strong>, com 365.176 pessoas na faixa etária em união conjugal, seguido por Nordeste, 341.282 e Norte, 172.825.</p>
<p>Em números absolutos, São Paulo, Minas Gerais e Bahia concentram as maiores proporções de jovens de 10 a 19 anos em união conjugal: 173.238 pessoas, 106.331 pessoas e 101.405 pessoas, respectivamente.</p>
<p>O casamento infantil é crime. Trata-se de uma forma de violência que fere o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Convenção dos Direitos da Criança da ONU e, acima de tudo, os princípios humanos mais básicos. Ele perpetua ciclos de pobreza, evasão escolar e violência de gênero — consequências que marcam gerações inteiras.</p>
<p>Como vereadora e como presidente da Comissão da Criança, do Adolescente, da Juventude e da Mulher na Câmara Municipal de Osasco, sinto o peso e a responsabilidade de agir diante desses dados. Nosso dever é garantir que, em Osasco, nenhuma menina e nenhum menino tenham sua infância roubada. É nosso papel fiscalizar, propor políticas públicas e fortalecer as redes de proteção que previnem esse tipo de violação.</p>
<p>Mas é também nossa missão fazer ecoar essa indignação para além das fronteiras da cidade. Que a voz de Osasco chegue a todos os cantos do Brasil, mobilizando gestores públicos, parlamentares e a sociedade civil a combater com firmeza o casamento infantil e toda forma de abuso e exploração de nossas crianças e adolescentes.</p>
<p>Proteger a infância é garantir o futuro. Que esses números sirvam de alerta — e de impulso — para que o Brasil finalmente cumpra seu compromisso com suas meninas e meninos.</p>
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